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POLÍCIA Sábado, 15 de Dezembro de 2018, 08h:19 | - A | + A




Militares envolvidos em escândalo de grampos clandestinos ficam livres de tornozeleiras

Por: G1

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Os coronéis Ronelson Barros e Evandro Lesco, Zaqueu Barbosa e o cabo da Polícia Militar Gerson Correa, todos envolvidos no escândalo das interceptações telefônicas ilegais em Mato Grosso, poderão voltar ao trabalho por determinação do juiz Marcos Faleiros e do Conselho de Sentença da 11ª Vara Militar. A decisão foi proferida nesta sexta-feira (14).  

Além disso, a Justiça determinou a retirada das tornozeleiras eletrônicas de todos eles e a obrigatoriedade de se recolherem nas casas deles à noite e nos finais de semana.  

O Ministério Público emitiu parecer pela permanência das medidas cautelares. Mesmo assim, o magistrado e o conselho, composto por militares, determinaram a revogação das medidas.  

O cabo Gerson Correa assumiu a prática de escutas ilegais em depoimento à Justiça em outubro deste ano.  

As escutas ilegais teriam sido usadas para espionar médicos, advogados, políticos de oposição ao atual governo e jornalistas durante os anos de 2014 e 2015.  

Grampos clandestinos

Os telefones foram interceptados com autorização judicial. Os documentos pedindo à Justiça autorização para isso foram assinados pelo cabo da PM, Gerson Luiz Ferreira Correia Júnior, numa suposta investigação de crimes cometidos por PMs.  

No entanto, foram juntados os telefones de quem não era suspeito de crime algum, numa manobra chamada "barriga de aluguel".  

O caso foi denunciado pelo promotor de Justiça Mauro Zaque. Em depoimento encaminhado à Procuradoria-Geral da República, oele afirmou que, naquele ano, ouviu o coronel Zaqueu Barbosa, comandante da PM à época, dizer que as interceptações telefônicas eram feitas por determinação de Pedro Taques (PSDB).  

Zaque alega ainda que levou o assunto ao governador, que ficou constrangido, mas não fez nenhum comentário.  

O promotor ainda afirmou que alertado o governador sobre a existência de um "escritório clandestino de espionagem" por meio de dois ofícios. O primeiro chegou a ser enviado para o Ministério Público Estadual (MPE), mas a investigação foi arquivada por falta de provas.    

O segundo ofício, que o governador alega nunca ter recebido, foi protocolado na Casa Civil, mas cancelado no mesmo dia e substituído por outro, conforme apontou auditoria da Controladoria Geral do Estado.  

Antes do relatório da CGE vir à tona, Pedro Taques chegou a entrar com representação contra Zaque em instituições como o Conselho Nacional do Ministério Público e a PGR, acusando-o de falsificação de documento público.

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