9 vereadores de Cuiabá trocam de partido para tentar reeleição | MUVUCA POPULAR

Quinta-feira, 19 de Setembro de 2019

POLÍTICA Terça-feira, 30 de Abril de 2019, 01h:18 | - A | + A




Sem efeito "Tiririca"

9 vereadores de Cuiabá trocam de partido para tentar reeleição

Dos 25 parlamentares, seis já estão se articulando e três já mudaram de legenda

Dos 25 vereadores, ao menos seis já estão se articulando para trocar de partido para disputar a reeleição no pleito do ano que vem em Cuiabá. A informação é do jornal Diário de Cuiabá, e revela que os parlamentares estão analisando a “força” de cada legenda, tendo em vista que, a partir de 2020 passa a valer a nova regra eleitoral que proíbe a coligação na eleição proporcional.

A legenda que mais deve sair com prejuízo é o Partido Socialista Brasileiro (PSB), que possui três vereadores na Câmara de Cuiabá. Trata-se do presidente Misael Galvão, e dos vereadores Gilberto Figueiredo e Marcelo Bussiki.

Os três devem deixar o PSB. Enquanto o atual chefe do Legislativo Municipal, Misael Galvão, deve migrar para o PTB do ex-prefeito Chico Galindo, os demais devem se filiar no Democratas (DEM), partido do governador Mauro Mendes.

Vale ressaltar que, destes, apenas Misael faz parte da base de sustentação do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Bussiki integra o bloco de oposição, e Gilberto encontra-se licenciado desde o começo do ano, tendo em vista que está na condução da Secretaria de Saúde do Estado.

Outro vereador que também está em fase de negociação com o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) é Adevair Cabral, que atualmente está filiado no PSDB.

Além destes, o vereador Abílio Junior também analisa a possibilidade de deixar o PSC para se filiar no Democrata Cristão (DC).

Em contrapartida, outros três parlamentares já efetivaram a troca, antes mesmo de ser aberta a janela partidária prevista para março do ano que vem. Trata-se dos vereadores Orivaldo da Farmácia, Lilo Pinheiro e Juca do Guaraná.

Nisso, o Partido Republicano Progressista (PRP) perdeu dois militantes. Lilo deixou a legenda para migrar para o PDT, e Orivaldo para o PP. Já Juca, trocou o PTdoB pelo Avante.

O fim das coligações na disputa proporcional também está preocupando os partidos políticos que, além de estar buscando reforçar os seus quadros para encarar a eleição para vereador, também estão se organizando para encabeçar a disputa majoritária para “atrair” votos.

O fim das coligações na eleição proporcional se deu por meio da aprovação de uma emenda constitucional por parte do Congresso Nacional em 2017. Pela nova regra, os partidos não poderão mais se coligar na disputa das vagas para deputados e vereadores.

A intenção é acabar com o chamado “efeito Tiririca”, pelo qual a votação expressiva de um candidato ajudar a eleger outros do grupo de partidos que se uniram.

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