"A forma como o Governo vem tratando a Ciência fará o país regredir décadas", diz professor | MUVUCA POPULAR

Terça-feira, 12 de Novembro de 2019

POLÍTICA Segunda-feira, 23 de Setembro de 2019, 17h:20 | - A | + A




Fuga de Cérebros

"A forma como o Governo vem tratando a Ciência fará o país regredir décadas", diz professor

Caiubi Kuhn relatou em artigo as consequências do sucateamento das pesquisas


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Caiubi Kuhn, docente da UFMT / Foto: Reprodução

O professor da Universidade Federal de Mato Grosso  (UFMT), Caiubi Kuhn, relatou por meio de um artigo, as consequências que o país deve sofrer com o corte de mais de oito mil bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado, que prejudicam diretamente o desenvolvimento de pesquisa e inovação no Brasil.

Segundo o docente, ao contrário dos países Austrália, Canadá, Estados Unidos, Alemanha e China, em que a pesquisa vem crescendo cada vez mais, o Brasil está regredindo e sucateando a inovação científica, sendo assim, atrasando o desenvolvimento do país.

“Com esse cenário de aumento em investimento em pesquisa no mundo, em contraposto, o Brasil com cortes drásticos, acredito, que nos próximos anos seguiremos perdendo pesquisadores para centros de pesquisas e desenvolvimento de ciência em outros países”, declarou.

Ademais, o professor alegou que o Brasil vem passando por uma “fuga de cérebros”, pois já que o próprio país não valoriza seus pesquisadores, os cientistas têm buscado alternativas em outros países, contribuindo para o desenvolvimento dos mesmos, onde são valorizados.

Confira o artigo na íntegra:

Os cortes em ciência e tecnologia e a fuga de cérebros

No último ano, o governo cortou mais de 8 mil bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado, além de anunciar que pretende reduzir pela metade o orçamento da CAPES para o ano 2020. O cenário não é nada positivo para o desenvolvimento de pesquisa e inovação no Brasil, mas quais as consequências disso para o país nos próximos anos e décadas?

Mão de obra qualificada é um bem precioso no mundo civilizado. Diversos países como Austrália e Canadá possuem programas especiais de concessão de vistos e cidadania profissionais em algumas áreas. Os Estados Unidos, Alemanha e outros países, há décadas abrem espaço para acolher pesquisadores de diversas partes do mundo e a China vem realizando esforços para repatriar cientistas que estavam trabalhando em outras partes do mundo. Cada dia mais, a pesquisa e inovação está ligada ao desenvolvimento dos países.

No Brasil, há anos, alguns pesquisadores têm denunciado o desmonte da ciência nacional, que vem ocorrendo de diferentes formas desde 2014, mas que se aprofundou muito no último ano. As universidades e centros de pesquisa são os locais onde ocorrem a produção da ciência nacional. A crise econômica vem tornando a situação insustentável, uma vez que os governos estão cada vez mais negligenciando a estrutura científica do país, a ponto de não se ter recursos nem mesmo para pagar a conta de luz.

Por outro lado, em muitos países a porcentagem de investimento em pesquisa e inovação vêm crescendo gradativamente. A Alemanha, por exemplo, anunciou que o país investirá, entre 2021 e 2030, 160 bilhões de euros no ensino superior e na pesquisa científica, montante superior ao previsto anteriormente.

Com esse cenário de aumento em investimento em pesquisa no mundo, em contraposto, o Brasil com cortes drásticos, acredito, que nos próximos anos seguiremos perdendo pesquisadores para centros de pesquisas e desenvolvimento de ciência em outros países. Além disso, as universidades que ainda não possuem a pós-graduação consolidada, em especial nas regiões centro-oeste, norte e nordeste, a falta de recurso levará ao fechamento de programas de mestrado e doutorado, reduzindo a capacidade de competição do país.

A fuga de cérebros é um fenômeno que já está ocorrendo há alguns anos, mas a forma como o governo vem tratando a ciência nacional, fará o país regredir ao menos uma ou duas décadas, perdendo a oportunidade de se tornar um centro de desenvolvimento de ciência, capaz de agregar valor aos nossos produtos e de desenvolver patentes e tecnologias capazes de mudar a nossa realidade social e econômica.

Caiubi Kuhn — Docente do Instituto de Engenharia, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

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COMENTÁRIOS

(3) COMENTÁRIOS

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Olavo - 24-09-2019 19:56:36

É como dizem o cara se intitular professor e a gente tem por criação achar que tudo que ele fala é verdade, sqn, professor por favor seja honesto com as pessoas, pra desinformar já temos as grandes mídias, essa conversa sua é antiga, eu me lembro de reportagem no governo Lula e da Dilma na se falava em fugas de cientistas no Brasil, várias profissionais que estavam trocando o brasil, por EUA, Canadá, Europa, essa de que no governo bolsonaro aconteceu isso, ou aquilo não cola mais... Não tem mais gadoooo, acabou, igual o Emílio do pânico disse pro bolos em entrevista, o povo brasileiro trocou o chip vcs não enganam mais, poupe nossa inteligência, brincadeira vcs só enganam crianças! E outra todo maconheiro é culpado pela violência e crime organizado ok fica a dica!

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Cristo Santo - 24-09-2019 09:17:42

Meu Deuss. Esse maconheiro é professor da UFMT?? Por isso que essa porcaria anda caindo aos pedaços.

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Bolão - 23-09-2019 17:34:18

Colocaram um boçal para Governar e aí está o resultado! Fora Bolsonaro!

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3 comentários