"A hipocrisia, o preconceito e a violência tomaram conta do Brasil", afirma ativista | MUVUCA POPULAR

Domingo, 15 de Dezembro de 2019

POLÍTICA Sábado, 30 de Novembro de 2019, 16h:49 | - A | + A




RACISMO

"A hipocrisia, o preconceito e a violência tomaram conta do Brasil", afirma ativista

Girlene Ramos critica o termo "Somos Todos Iguais" em artigo de opinião


redacaomuvuca@gmail.com

Foto: Reprodução

A bióloga e ativista negra Girlene Ramos criticou, por meio de artigo de opinião, o termo “Somos Todos Iguais” e destacou que os negros do país continuam sendo injustiçados e inferiorizados. “Os negros e as negras continuam vulneráveis à violência. A maioria dos presos são negros/as. A maioria dos desempregados/as são negros/as. A maioria dos assassinados/as pela polícia são negros/as”, afirmou.

Segundo a bióloga, ainda é “normal” no Brasil vermos brancos que se sentem superiores aos negros e, por isso, acabam agredindo fisicamente e verbalmente negros, muitas vezes por diversão inclusive.

Além disso, Girlene afirma que a hipocrisia, o preconceito e a violência tomaram conta da sociedade brasileira. “O que fazer para enfrentar e superar esse estado de coisas maléficas? Complicado, o que está em jogo é a luta de classes, o poder que dominou e domina o Brasil desde a chegada dos portugueses”, afirmou.

Para a bióloga, não somos todos iguais e devemos, diariamente, lutar por justiça social e por democracia. "im, não somos todos iguais! Mas podemos lutar juntos por justiça social e por democracia! O preconceito existe e devemos todos os dias lutar para sermos justos democráticos e solidários", concluiu. 

Confira o artigo na íntegra:

A luta literalmente continua!

Sei que a maioria se dizem defensores/as da justiça e da igualdade.

Mas, não somos todos iguais.

Não é só o cabelo que é diferente.. rsrs eu gosto mais do meu... a pele, o nariz, a boca. O tronco ainda existe. Os/as brancas/os não titubeiam, usam todas às vezes o tronco pra dizer quem manda.

Os negros e as negras continuam vulneráveis à violência. Lamentável. Mas a maioria dos pobres são negros/as;

A maioria dos presos são negros/as;

A maioria dos desempregados/as são negros/as;

A maioria dos assassinados/as pela polícia são negros/as;

É normal, infelizmente, vermos brancos/as, seja pela posição de superioridade agredirem fisicamente e verbalmente negros/as e o que mais dói é saber que pessoas brancas se divertem e aprovam.

É normal brancos/as se declarem negras/os para usarem os poucos direitos dos negros/as para continuarem a tirar dos negros e negras o que com lutas e centenas de anos foi conquistado.

E assim segue...

A hipocrisia, o preconceito e a violência tomou conta da sociedade brasileira. O que fazer para enfrentar e superar esse estado de coisas maléficas? Complicado, o que está em jogo é a luta de classes, o poder que dominou e domina o Brasil desde a chegada dos portugueses. Escravização de pobres e negros/as continua, aliás, a aprovação da Leia Áurea, saiu sem nenhuma alternativa para os libertos garantirem a sua sobrevivência. Sendo a grande maioria, analfabetos.

Não era apenas a liberdade que estava em jogo, diz o historiador Luiz Felipe de Alencastro, houve debates sobre a repartição das terras nacionais, proposto pelo abolicionista André Rebouças, negro de grande prestígio. A proposta era criar um imposto sobre fazendas improdutivas e distribuir as terras para os escravos libertados. O político Joaquim Nabuco, também abolicionista, apoiou a sugestão de André Rebouças. A elite, obviamente era contrária. A elite, aprovou a Lei Áurea para não fazer reforma agrária. Até hoje o Brasil não implantou a democratização do acesso à terra que continua concentrada nas mãos de poucos. E os/as negros/as foram continuar as suas lutas pela sobrevivência de forma desigual e injusta. A ideia de reforma agrária foi sucumbida na época da Lei Áurea.

Sim, não somos todos iguais! Mas podemos lutar juntos por justiça social e por democracia!

O preconceito existe e devemos todos os dias lutar para sermos justos democráticos e solidários.

Tô cansada deste discurso. SOMOS TODOS IGUAIS.

Girlene Ramos

Bióloga, negra e petista.

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COMENTÁRIOS

(4) COMENTÁRIOS

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Paulo Gomes - 09-12-2019 11:50:01

Como são hipócritas os alunos da "pátria educadora" do PT. Sra Bióloga petista, quem dividiu o Brasil com o eles e nós, brancos e pretos, gays e héteros etc etc etc foi seu guru criminoso LUIS INÁCIO LULA DA SILVA. Poderia colar aqui vários e vários discursos do criminoso LULA praticando ódio e preconceito mas não vou perder meu tempo, é só consultar no google. Pelo menos uma coisa a "pátria educadora" do PT ensinou direitinho: "acuse-os do que você faz, chame-os do que você é".

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jose a silva - 01-12-2019 08:32:50

Pois é! Pra acabar tinha que ser petista! Demagoga, hipócrita e fingida é a autora da crítica! Sra petista, a senhora é burra? Garanto que não! Então por que a raça, pela maioria de seus indivíduos, demagogos e hipócritas, querem cotas pra tudo? Pra trabalho, pra estudo, pra concurso e etc... Voces assim são tratados, por culpa dos próprios da raça! Brigam por cotas, se dizendo inferiores, quando não são! Dão e se apresentam como uns coitados! Coitados foram os escravos, em suas épocas, não hoje! Conheço e trabalho com muitos negros que são destaques na sociedade, a exemplo de esportistas, ministros e outros cargos! Agora, petista, usa da raça pra ficar com choramingos, choradeira e se fazendo de coitada? Qual é a verdade? O Bolsonaro acabou com as tetas que voce mamava? Por isso essa revolta? Vá te catar!

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Joaquim José - 01-12-2019 10:23:51

Sr. Bovino, pelo visto o Sr não entendeu nada, mas eu te compreendo, haja vista que seu ídolo é o Bozó. Continue ruminando...

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Paquetá - 01-12-2019 13:46:49

Joaquim José, nome de traidor do país, no mínimo, mais um petista safado!

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4 comentários

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