“Ainda não acredito que estou no Brasil”, diz estudante que estava retida na Colômbia | MUVUCA POPULAR

Quinta-feira, 09 de Julho de 2020

POLÍTICA Sábado, 06 de Junho de 2020, 18h:33 | - A | + A




Repatriação

“Ainda não acredito que estou no Brasil”, diz estudante que estava retida na Colômbia

Universitária esteve retida na Colômbia após fechamento de fronteiras


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Pollyana Rodrigues.jpeg

Foto: Maria Tavares/Reprodução.

Após 5 meses na Colômbia, em um intercâmbio pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Pollyana Rodrigues, 23, se viu em uma situação extremamente delicada: não poderia voltar para casa. Com a chegada do coronavírus (Covid-19), o país fechou todas as suas fronteiras e cancelou voos. A universitária do curso de Rádio e TV não sabia quando iria conseguir retornar ao Brasil ou como iria se sustentar em um país estrangeiro por muito tempo.

Pollyana e outros 6 estudantes da UFMT retornaram ao país na última quinta-feira (4), através de um voo mediado pela Embaixada do Brasil, após um mês inteiro de incertezas e desespero. Ela estava em Cúcuta, uma cidade à aproximadamente 554 km de Bogotá, capital da Colômbia.

A estudante pegou um ônibus de 15 horas de viagem para a capital do país, embarcou no voo para o Brasil, e de São Paulo veio para Cuiabá. O percurso durou um dia inteiro e vários percalços, como se deslocar para Campinas e trocar de aeroporto, já que Guarulhos está fechado para voos. Foram 4 aeroportos, 2 ônibus de viagens e 5 táxis, em plena pandemia.

“Ainda não acredito que estou no Brasil. Como tudo aconteceu muito rápido, não tive tempo de processar. Eu tive que desligar os meus sentimentos, minhas emoções, para conseguir ter sanidade e serenidade suficiente para lidar com a situação. Eu tenho 23, era uma estrangeira que não falava espanhol tão bem. Ao total, para sair de Cúcuta, foram 4 dias de viagens intensas, entre passar frio, sentir angústia, medo e nervosismo e não me permitir sentir isso”, relata.

Em maio, quando as fronteiras aéreas e terrestres foram fechadas para conter a propagação do coronavírus no país colombiano, Pollyana entrou em contato com a embaixada, temendo que não fosse conseguir retornar ao Brasil. O decreto, que antes ira até o dia 30 de maio, foi estendido para o dia 30 de junho, e os voos internacionais só começam a operar no país a partir de setembro.

O voo oferecido pela embaixada aos universitários custou U$$ 468 dólares, cerca de R$ 2,3 mil. Contudo, muitos estudantes não possuíam toda essa quantia para retornarem e buscavam, junto à Embaixada e ao Itamaraty, um voo de repatriação de graça, devido ao estado de emergência, como o país fez com cidadãos em Wuhan no começo da pandemia.

Na Colômbia, Pollyana tinha uma bolsa para despesas como alimentação, que não cobriria o valor total do voo. Após pressionarem a UFMT e buscarem recursos entre parlamentares e na mídia, os universitários conseguiram um recurso financeiro disponibilizado pela instituição para retornarem ao país.

“Esse voo que eu retornei foi publicado no dia 29 de maio, mas eu não considero um voo de repatriação. Se fosse, a gente teria retornado ao Brasil gratuitamente. Os brasileiros que não tinham um ticket da companhia, tiveram que pagar”, ressalta.

Além dos estudantes da UFMT, mais de 60 brasileiros também tentavam ser repatriados através de um voo pela embaixada. O Itamaraty não informou quantas pessoas retornaram no avião da última quinta-feira, mas afirma que outros voos pagos serão realizados para retirar cidadãos brasileiros da Colômbia.

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