Correios demite três funcionários para pressionar volta ao trabalho | MUVUCA POPULAR

Sábado, 19 de Setembro de 2020

POLÍTICA Quarta-feira, 25 de Março de 2020, 14h:17 | - A | + A




Condições Precárias

Correios demite três funcionários para pressionar volta ao trabalho

Empresa não liberou terceirizados do grupo de risco


redacaomuvuca@gmail.com

Foto: Reprodução

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Correios e Telégrafos (Sintect-MT), Edmar Leite, relatou em entrevista exclusiva ao Muvuca Popular, a situação precária dos funcionários dos Correios em meio à pandemia do coronavírus. Segundo o sindicalista, a empresa não está oferecendo o mínimo de condições para os trabalhadores e está realizando assédio moral para que a classe continua em serviço.

De acordo com o relato, os Correios haviam dispensado todos os servidores efetivos e terceirizados que integram o grupo de risco do Covid-19 e os funcionários estavam trabalhando com revezamentos de turnos para evitar aglomerações. No entanto, no final de semana, a empresa decidiu ignorar todas as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e convocou todos os terceirizados do grupo de risco para voltarem ao trabalho.

Além disso, a empresa também suspendeu o revezamento de turnos e os entregadores voltaram a trabalhar em aglomeração, com cerca de 150 a 200 funcionários no mesmo espaço. “Todos os terceirizados do grupo de risco foram convocados para voltarem a trabalhar, menos os efetivos. As vidas não tem peso maior porque tem concurso. Eles estão fazendo muita pressão sob os trabalhadores, isso é assédio moral”, afirmou Edmar.

Indignados com a situação, os funcionários iniciaram um protesto contra as medidas abusivas e não compareceram ao trabalho, em resposta à manifestação, os Correios então demitiram três funcionários terceirizados para ameaçar e pressionar os outros trabalhadores a voltarem para suas atividades.

Desta forma, muitos entregadores se retraíram do protesto e iniciaram seu trabalho na sede da empresa, entretanto, outros trabalhadores seguem firme no protesto, cobrando da empresa que funcione só para serviços essenciais, transportando apenas o indispensável, como remédios e insumos básicos.

Falta de estrutura

Conforme o Sintect, a empresa havia prometido aos funcionários o fornecimento de EPIs (equipamento de proteção individual) a todos, que seriam tubos de álcool em gel e papel toalha, porém, até o momento só foram fornecidos algumas garrafas de álcool 70 líquido. “Muitos locais não tem limpeza adequada, porque a equipe de almoxarifado está com o salário atrasado, não tem sabão, não tem nada e eles só deram essas garrafas de álcool 70”, contou o presidente do sindicato.

Na sede dos Correios, localizada em Várzea Grande, a situação é ainda mais precária, pois não há sequer copos descartáveis para os trabalhadores, sendo assim, a maioria utiliza o mesmo copo de plástico para beber água e o risco de contaminação é extremamente alto. “Os funcionários estão trabalhando sem as mínimas condições e de forma ilegal, com aglomerações e com grupo de risco”, pontuou Edmar.

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