Defaz grampeia vereador de VG e descobre esquema de R$ 73 milhões em notas frias | MUVUCA POPULAR

Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019

POLÍTICA Sexta-feira, 11 de Outubro de 2019, 19h:01 | - A | + A




Operação Fake Paper

Defaz grampeia vereador de VG e descobre esquema de R$ 73 milhões em notas frias

Joaquim Antunes e seu sócio sustentavam sistema de corrupção em uma mercearia de bairro


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Vereador Joaquim Antunes (PSDB) / Foto: Reprodução

O vereador por Várzea Grande, Joaquim Antunes (PSDB), foi descoberto pela Delegacia Fazendária (Defaz), através de interceptações telefônicas, que possui uma empresa laranja fornecedora de notas fiscais frias, onde até o momento já emitiu cerca de R$ 73 milhões em notas.

O parlamentar admitiu ter emitido, entre novembro de 2017 e março de 2018, o total de 27 notas frias, mas alegou que só teve consciência sobre o fato quando foi até a Junta Comercial dar baixa em seu CNPJ, devido à posse no cargo na Câmara Municipal de Várzea Grande, porém, acabou sendo informado que seu CNPJ estava bloqueado.

Desta forma, o vereador solicitou ao contador Welton Borges Gonçalves, que é sócio na mercearia de Antunes, para resolver o problema burocrático, já que sem CNPJ era impossível realizar compras em atacado para a empresa.

Segundo Joaquim, devido à proibição de que políticos eleitos tenham empresas em seu nome, apenas a propriedade da razão social foi mantida, como Joaquim Antunes de Souza-ME, localizada Alameda Ponte Nova, também em Várzea Grande.

Em seu depoimento prestado à Defaz, o vereador admitiu ter sido proprietário da mercearia até março de 2019, mas como arrendou o negócio para Welinton Renato da Silva, o nome da fachada, Mercearia Antunes, passou para este novo proprietário.

Além disso, Joaquim negou conhecer o esquema de emissão de notas frias, e afirmou só ter ficado sabendo no ano passado, quando recebeu por uma notificação emitida pela Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), onde o contador chegou a registrar um boletim de ocorrência e fazer sua defesa.

Na defesa encaminhada, os sócios justificaram que a mercearia é pequena e incapaz de armazenar os produtos agrícolas descritos na denúncia, pois os commodities geralmente são armazenados em galpões ou lugares de vasto espaço.

Operação Fake Paper

O inquérito da Polícia Judiciária Civil (PJC), denominado como Operação Fake Paper, investiga produtores rurais, advogados e comerciantes envolvidos num esquema de emissão de notas falsas, cujo prejuízo ultrapassaria os R$ 400 milhões aos cofres públicos.

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COMENTÁRIOS

(1) COMENTÁRIOS

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DANIELA BERZONI - 12-10-2019 06:26:40

Pois é! E depois não querem e acham ruim fazer comentários sobre politicos! Exemplo o sr. Abilio! Agora, isso acontece por inércia, incompetência, omissão e conivência de ´órgãos fiscalizadores, a própria SEFAZ. A SEFAZ, nesse governo e desde que o galináceo assumiu, ficou parecendo aquelas mulheres de LUPANAR: abriu as pernas e deixa todo mundo e quem quiser, do jeito que achar melhor, dar prejuízos a MATO GROSSO! E até parece que propositalmente. São avisados, denunciados, mas não dão respaldo e SIM desmontam e dificultam as atividades do fisco! Só após prejuízos milionários, cartas marcadas, crédito podre, caso CARAMURU e mais alguns é que tomam atitudes preventivas, não para evitar! Mas aí, a quem interessar já BAMBURROU!

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