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POLÍTICA Sexta-feira, 05 de Junho de 2020, 16h:00 | - A | + A




Eleição Reitoria

UFMT ignora pandemia para evitar interferência de Bolsonaro na reitoria

Universidade convoca Colégio Eleitoral para dar início à votação do novo reitor


redacaomuvuca@gmail.com

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Foto: Reprodução. 

O reitor em exercício da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), professor Evandro Soares, convocou, na última quinta-feira (4), a reunião do Colégio Eleitoral Especial, responsável por coordenar o processo de formação da lista tríplice para escolha de um novo gestor na reitoria. No calendário original, os nomes dos candidatos precisam ser enviados ao Ministério da Educação até agosto, para que o novo gestor seja escolhido pelo presidente da República e tome posse em outubro.

Contudo, com a pandemia de coronavírus (Covid-19) e o isolamento social, o processo eleitoral sofre um impasse. A UFMT teve o seu calendário letivo suspenso em abril e, portanto, os alunos não irão participar da escolha para a reitoria. O Colégio Eleitoral é formado pelos Conselhos Universitário (Consuni), de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) e pelo Diretor (CD).

A comunidade acadêmica, como a Associação dos Docentes, Sindicato dos Trabalhadores Técnicos Administrativos em Educação e o Diretório Central do Estudantes tem se posicionado contra o pleito, pedindo pela prorrogação do mandato do atual reitor. O processo eleitoral durante a pandemia inviabiliza que os estudantes votem e sejam consultados sobre a reitoria.

Interferência de Bolsonaro

O Colégio Eleitoral já havia sido convocado em fevereiro, mas foi adiado para evitar a Medida Provisória (MP) 914/19, do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que decretava novas regras para eleger reitores e praticamente dispensava o voto popular. A proposta buscava dar autonomia ao presidente para que pudesse agir de forma ditatorial sob as eleições universitárias.

Entretanto, a MP, que foi proposta pelo chefe de Estado em conjunto com o Ministro da Educação, Abraham Weintraub, não foi aprovada pelo Congresso Federal e perdeu sua eficácia após passar 120 dias sem tramitação. O projeto não deve ser emplacado novamente, já que a Constituição proíbe no mesmo ano legislativa uma MP que tenha sido rejeitada ou tenha perdido sua eficácia por encerramento do prazo.

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