Mauro Mendes deve deixar o DEM em março e virar bolsonarista | MUVUCA POPULAR

Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2019

POLÍTICA Sábado, 16 de Novembro de 2019, 06h:05 | - A | + A




Guerra pelo poder: Bastidores

Mauro Mendes deve deixar o DEM em março e virar bolsonarista

Em rota de colisão com Jayme, governador deve migrar para o PSB ou PODE


Muvuca Popular

 Foto: montagem 

Em rota de colisão com os verdadeiros líderes do seu partido, o governador Mauro Mendes (DEM), pensa em deixar a agremiação por perceber que quem manda na paróquia, a família Campos, não é daquelas que abaixam a cabeça e dizem amém.

Com perfil administrativo, Mendes é acostumando a ‘mandar’. No ambiente partidário, no entanto, prevalece o debate, é preciso articular, convencer, recuar e às vezes obedecer (quando uma maioria toma decisão contrária, por exemplo).

É nesse clima que o governador Mauro Mendes, o homem mais poderoso do Estado hoje, e o senador Jayme Campos, o mais influente do Democratas, e também uma das mais importantes figuras públicas do estado se encontram.

O pomo da discórdia continua sendo a disputa do poder local (Leia-se Cuiabá e Várzea Grande). Tanto na capital, onde Mendes já foi prefeito, quanto na cidade industrial, onde Jayme tem a esposa prefeita, há uma disputa surda sobre quem vai ter o controle político à partir de 2020.

Esta semana foi emblemática para demonstrar o tamanho da confusão dos líderes, e que jamais é extremada ao público.

Ato 1) Mendes vai na cidade dos Campos, Várzea Grande, prestigiar o empresário Flávio Vargas, que foi lançado esta pelo PSB para contrapor a candidatura do vice-prefeito Hazama, que é o nome preferido de Jayme. Na fotografia, aparece abraçado com Vargas, ao lado do líder do PSB, deputado Max Russi, e até o inimigo de Júlio Campos, o ex-arrendatário da TV Brasil Oeste, Jajah Neves, que tem uma dívida milionária com a empresa e já decretou o calote.

Ato 2) Jayme envia um emissário, o vice-presidente do DEM em Cuiabá e seu advogado particular João Celestino, para ir conversar com Emanuel Pinheiro (MDB), por quem o governador Mauro Mendes nutre uma desavença pessoal e uma figura a ser combatida por seu grupo político.

Ao , o ex-senador Júlio Campos, deu uma entrevista na sequência, tentando agir como algodão entre os cristais, ao dizer que o DEM terá candidato próprio em Cuiabá porque esse é um desejo de Mendes.

Ato contínuo, percebendo que não será fácil dobrar os Campos, e que lá na frente pode ser engolido pelo partido, Mendes abriu conversas reservadas para se filiar no PSB (seu ex-partido) e com o Podemos, este último uma simbologia do presidente Jair Bolsonaro. Por fim, 'decretou' que se discuta as eleições em Cuiabá somente em março do próximo ano.
A cronologia dos fatos de bastidores e o racha que ninguém consegue esconder, demonstra a insatisfação do governador, que quer estar um passo à frente de Jayme, uma liderança temida por ele, e emboscá-lo antes de ser trucidado nas convenções. Por isso seu interesse de não discutir a sucessão enquanto estiver filiado ao DEM, pois sabe que sempre será voto vencido, apesar das negativas.

Caso Mauro migre para o PSB, terá a primazia de um partido sob seu absoluto controle, podendo, inclusive, trabalhar sem nenhum melindre candidaturas próprias em Cuiabá e Várzea Grande e tentar destronar seus dois ‘inimigos íntimos’ Jayme Campos e Emanuel Pinheiro, que fazem frente a sua forma absolutista de pensar o poder.

Se a opção for pelo Podemos, Mendes terá nada menos que o palanque inteiro de Jair Bolsonaro em suas asas, obviamente tendo que fazer diversos arranjos políticos no governo para acomodar as estrelas bolsonaristas no estado, não sem antes também ter que rezar a cartilha da bozolândia.

O assunto é tratado a sete chaves, e não deve ser externado ao público no momento, ao contrário, a ordem é desmentir qualquer tergiversação nesse sentido. Mas os fatos estão postos, as articulações sendo encaminhadas, e o destino político dos maiores líderes da atualidade em Mato Grosso embaralhados na mesa para serem jogados. Vence quem tiver a melhor estratégia e boas cartas na manga.

Em tempo: Uma eventual filiação de Mendes a um partido ligado ao presidente Bolsonaro seria uma desculpa perfeita para dizer que estaria agindo em prol de MT, atraindo investimentos federais. Por tabela, um tapa de pelica em Jayme, que é tido nas hostes do bolsonarismo como persona no grata.

Em tempo²: Como estratégia de defesa, o prefeito de Cuiabá, Emnauel Pinheiro, cogita apoiar a candidatura de Wallace Guimarães em Várzea Grande caso o DEM não o apóie em Cuiabá.

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COMENTÁRIOS

(6) COMENTÁRIOS

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observador - 21-11-2019 16:32:41

SERA MUITO BEM VINDO NO PSB-MT

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Helena - 17-11-2019 21:34:48

O Site Muvuca Popular tem que largar de plantar noticias de DISCORDIA no DEM,essa foto de Mauro Mendes ao lado do Favio Vargas e Max é uma grosseira montagem,pois essa foto de Mauro vestido a camisa do time do CUIABA´ foi feita no Verdão, dia de um dos jogos de final de Campeonato, e sobre esse assunto perguntei ao Senador Jaime sobre essa noticia e disse:Isso é merda pura, não tem um pingo de verdade. E o Mauro falou: e um...... mentiroso

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Gilda - 17-11-2019 06:36:43

Não vai fazer nenhuma diferença, continua o mesmo sacripanta inimigo dos servidores públicos

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Silva - 16-11-2019 19:46:59

Que saía, vai para onde quiser, não vai mudar em nada. Tá fazendo o que ? Eu não vejo nada; melhorou para você trabalhador? Melhorou pra você funcionário público? Não? Então tenha certeza, melhorou so para ele

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Henrique - 16-11-2019 08:26:06

Esse governador só usou o DEM, sempre foi ligado ao MDB é só ver as suas nomeações. Está sendo um verdadeiro judas e está fazendo a mesma coisa que um tal de Pedro Taques. Não perde por esperar seu judas.

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Carlos - 16-11-2019 06:40:27

Tem que estar do lado de quem está no PODER. EM TEMPO: Vcs não tem os números da mega pra nós??

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6 comentários

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