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Segunda-feira, 03 de Agosto de 2020

POLÍTICA Terça-feira, 10 de Dezembro de 2019, 08h:27 | - A | + A




PORTEIRA ABERTA

PF deflagra operação em frigorífico que pagou R$1,8 milhão em propina

Frigorífico pagou propina a servidores da fiscalização sanitária federal

 

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (10) a segunda fase da Operação Porteira Aberta. As investigações revelaram que um frigorífico de Barra do Garças pagou R$ 1,8 milhão em propina a servidores da fiscalização sanitária federal.

São cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Goiás, Pernambuco, Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Fiscais agropecuários foram afastados dos cargos, além do bloqueio de R$ 5 milhões nas contas de 4 servidores.

A ação visa combater um esquema de pagamento de propinas a servidores públicos de fiscalização sanitária federal pela empresa investigada, para emitirem certificados sanitários sem terem de fato fiscalizado/inspecionado o abate de animais na empresa.

O pagamento de propina ocorreu em unidades da empresa em Anápolis (GO), Campo Grande (MS) Cassilândia (MS), Ponta Porã (MS) Confresa, Cuiabá, Diamantino, Pedra Preta, Vila Rica, São José dos Quatro Marcos, Água Boa e Matupá.

Os valores destinados ao pagamento de propinas eram registrados na contabilidade das unidades da empresa como despesas de consultoria e marketing ou serviço de inspeção federal.

A segunda fase é resultado da análise dos dados bancários dos investigados, dos documentos contábeis apreendidos durante a deflagração da primeira fase, em junho de 2018, que apontaram o pagamento de R$ 1,8 milhão em propina apenas na unidade de Barra do Garça, além da celebração de 11 acordos de colaboração premiadas entre o Ministério Público Federal e Polícia Federal com os prepostos da empresa responsáveis pela operacionalização dos pagamentos.

Os colaboradores afirmaram que houve o pagamento de, no mínimo, R$ 6 milhões em propinas aos agentes públicos envolvidos. Os valores variavam de R$ 5 mil a R$ 25 mil mensais.

As investigações mostram que entre os anos de 2010 a 2014 os lançamentos contábeis destinados a encobrir as propinas se valeram de documentos falsos, já que o CPF destinatário das despesas, que teria supostamente prestado os serviços de marketing, pertencia a pessoa falecida em 2009.

São alvos da operação os Fiscais Federais Agropecuários e os médicos veterinários conveniados ao SIF que atuavam na fiscalização das plantas industriais da empresa localizadas nos referidos municípios.

Os investigados irão responder por corrupção ativa e passiva, além de organização criminosa, podendo pegar até 20 anos de prisão.

(Com informações da assessoria)

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Olavo - 10-12-2019 08:53:26

LAVA JATO NAS RUAS Brasil 10 de dezembro de 2019 A PF está nas ruas para cumprir 47 mandados de busca e apreensão. Essa nova fase da Lava Jato apura crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência envolvendo contratos de operadoras de telefonia, internet e TV por assinatura que atuam no Brasil e no exterior. Segundo a PF, os repasses para uma das empresas teriam chegado a R$ 193 milhões entre 2005 e 2016. Cerca de 200 policiais, além de fiscais da Receita, participam das ações em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e no Distrito Federal. A ação é um desdobramento da 24ª etapa da Lava Jato, a Aletheia, que fisgou Lula em 2016. LAVA JATO NAS RUAS TRF-4 monta trincheira

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