População recorre aos estabelecimentos veterinários atrás de ivermectina  | MUVUCA POPULAR

Sábado, 08 de Agosto de 2020

POLÍTICA Terça-feira, 07 de Julho de 2020, 16h:03 | - A | + A




Está em falta

População recorre aos estabelecimentos veterinários atrás de ivermectina

Conselho orienta que medicamentos veterinários não devem ser usados em humanos


redacaomuvuca@gmail.com

 

Diante da falta de ivermectina nas farmácias de Mato Grosso há pessoas procurando o medicamento em estabelecimentos veterinários.

Contudo, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Mato Grosso (CRMV-MT) alerta que os medicamentos veterinários indicados para tratamento de animais não devem, sob nenhuma hipótese, ser administrados em humanos, sob risco de reações adversas graves e efeitos colaterais severos.

“O uso de medicamentos veterinários por humanos não é seguro, uma vez que não foram desenvolvidos e testados em humanos, ou seja, não existem dados que atestem a segurança e a eficácia do uso dessas formulações em pessoas. Além disso, os medicamentos veterinários podem ser fabricados com requisitos de qualidade diferentes daqueles exigidos para os de uso humano”, diz trecho de nota divulgada pelo Conselho.

O órgão também lembrou que os medicamentos veterinários são registrados e regulamentados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a venda desse tipo de produto deve ser feita sob prescrição de um médico-veterinário.

Apesar de não haver nenhuma comprovação da eficácia da ivermectina no combate ao coronavírus, muitas pessoas estão tomando o medicamento, que já está em falta nas farmácias da capital.

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COMENTÁRIOS

(3) COMENTÁRIOS

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Fausto - 08-07-2020 15:05:31

Gente já deu esse negócio de ter votado no PT é Asno, votou no Bolsonaro é Gado isso já tá ficando horrível. Tudo é Gado, tudo é Asno. Briguinha de menino birrado e catarrento. Toma cloroquina quem quer, toma ivermectina quem quer. Testei para Covid19 e o médico me prescreveu Azitromicina, Histamim, Acetilsalicílico e a famosa Ivermectina e estou tomando e me sentindo muito bem.

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Bolão - 07-07-2020 22:39:28

Gado sendo gado! Estão desesperados pelo novo bezerro de ouro criado pelo líder Bozo! Já foi provado que esse medicamento não possuí ação antiviral significativa através de pesquisas! Isso é crime e deveriam todos esses que estão incentivando a população irem para cadeia! O que funciona no momento é seguir as normas de isolamento social. Não existe medicamento específico para a COVID-19. A incapacidade de grande parte da população, e de muitos médicos, de aceitar esse fato gera a tentação de adotar qualquer coisa para alimentar a ilusão de que se está “pelo menos tentando”. Em uma situação que deve fazer brilhar os olhos de qualquer psicólogo social, tão logo derruba-se um falso ídolo, surge outro em seu lugar, que consegue depender ainda mais de pensamento mágico do que o anterior. Semana passada, dia 11 de junho, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que temos agora um novo remédio que parece ser melhor ainda do que a cloroquina: a ivermectina. “Melhor”, no caso, só se for como mito. O novo bezerro de ouro do presidente é um antiparasitário, muito usado para controle de piolho, pulgas e carrapatos em animais, incluindo seres humanos, e algumas verminoses. Atua no sistema nervoso central de vermes e parasitas, provocando paralisia muscular. A dose recomendada, em geral, não ultrapassa 200 μg/kg, isto é, 200 microgramas por quilograma de peso corporal do paciente, e o medicamento costuma ser usado em dose única. Nas doses recomendadas, o fármaco não chega no sistema nervoso central de mamíferos, e por isso é muito bem tolerado. Para algumas raças de cães, no entanto, por causa de uma mutação genética, a droga é extremamente neurotóxica. A fama do remédio de piolho nesta pandemia teve início com um estudo feito por pesquisadores da Monash Univeristy, na Austrália, que mostrou atividade viral in vitro, ou seja, em cultura de células. As más notícias já começaram ali mesmo: a quantidade de medicamento necessária para inativar metade ou mais dos vírus presentes, mesmo num tubo de ensaio, era enorme, correspondendo a uma verdadeira overdose. Foi exatamente essa crítica que um outro grupo de pesquisadores fez, em um artigo que ainda está em fase de preprint. Estes pesquisadores calcularam qual seria a dose necessária para atingir uma concentração, no sangue de uma pessoa, suficiente para haver ação antiviral como a vista na bancada do laboratório australiano. Para chegar ao nível necessário, teríamos que usar 17 vezes a dose máxima permitida para humanos. E essa dose máxima já é 10 vezes a dose usual, recomendada na bula. Como se trata de um medicamento neurotóxico – isto é, um veneno para os nervos e o cérebro –, não parece uma boa ideia. Os autores da crítica também chamam a atenção da mídia pela falta de cuidado ao divulgar estudos in vitro durante uma pandemia. Assim como a cloroquina, a ivermectina já foi testada para outras viroses, e falhou. Chegou a ser testada em fase 3 – a fase final dos testes clínicos em humanos – para dengue, e não mostrou nenhum efeito. Se pensarmos em plausibilidade prévia (isto é, que razões teríamos para achar que o remédio seria uma boa ideia contra COVID-19, antes de fazer qualquer teste), a ivermectina é pior ainda do que a cloroquina. A cloroquina, ao menos, apresenta um mecanismo antiviral possível, ainda que inútil no caso de células do trato respiratório, como já explicamos aqui. Já a ivermectina age no sistema nervoso de vermes e artrópodes. Em um estudo, ela parece ter funcionado contra um vírus que ataca porcos, mas que é totalmente diferente dos coronavírus. A única vantagem, no contexto da pandemia atual, parece ser a ausência de efeitos colaterais graves, nas doses indicadas na bula. Na melhor das hipóteses, então, o único efeito direto da onda da ivermectina será uma população livre de vermes e piolhos. Efeitos indiretos, no entanto, não devem ser subestimados. Esses vão do impacto do gasto inútil do Erário, passando pela falsa sensação de segurança que pode acometer os usuários do remédio, levando ao relaxamento de medidas de contenção da disseminação do vírus, como o isolamento e distanciamento social, e do uso de máscaras. Como no caso da cloroquina, há a possibilidade de o remédio acabar faltando para quem precisa de verdade. Corremos ainda o risco de, com o uso amplo e indiscriminado, selecionar piolhos resistentes ao medicamento. Se isso ocorrer, os messias da ivermectina serão lembrados, e não com muito carinho, por todos os pais e mães do Brasil no próximo verão. Além dos dois estudos já comentados, o em tubo de ensaio e a crítica, foi publicado, também como preprint, um artigo que sugeria forte eficácia da ivermectina como antiviral, em teste clínico – isto é, em seres humanos. Curiosamente, o artigo, que usava dados da empresa Surgisphere, atualmente sob investigação após o escândalo de suspeita de fraude no caso da Lancet, foi também retratado (isto é, declarado inválido). O estrago, porém, já estava feito. Segundo reportagem de The Guardian, o preprint foi lido mais de 15 mil vezes, e os governos do Peru e da Bolívia anunciaram que iriam adotar o remédio como tratamento. Parecia ser a nova cloroquina da América Latina. A FDA, agência regulatória dos EUA, já colocou um aviso em seu site, contraindicando o uso da ivermectina para COVID-19. Aqui no Brasil, segundo a revista Piauí, vários estados do Nordeste estão distribuindo o medicamento como parte do “Kit COVID”. A composição do kit varia, podendo ou não conter hidroxicloroquina, antitérmicos, vitamina D e zinco. Tirando o antitérmico, o restante não tem comprovação científica de eficácia para COVID-19, e mesmo o antitérmico só serve para controlar sintomas. A produção do fármaco, em abril deste ano, foi da ordem de 2 milhões de caixas, três vezes mais do que na mesma época do ano passado. Por que se distribuem tais kits? Este ano tem eleição para prefeito e vereadores - ao menos, o pleito ainda não foi desmarcado. Então, na velha fórmula pão e circo, alguns candidatos – talvez porque os circos estão fechados na quarentena – resolveram acrescentar “demagogia médica”. Seguimos, portanto, o modo do pensamento mágico que nos levou a usar a cloroquina, mesmo depois de diversos trabalhos bem conduzidos terem demonstrado claramente a ineficácia da droga para o tratamento de COVID-19. Para ivermectina, a história se repete. Enquanto esperamos o resultado dos 23 testes clínicos registrados no site Clinical Trials para testar um medicamento sem plausibilidade prévia, que nunca funcionou como antiviral para outras doenças, e que tem apenas resultados in vitro em concentrações altíssimas, onde até leite condensado teria efeito antiviral, vamos usando, porque, afinal, “mal não faz”. No máximo, expulsa alguns parasitas. Não, infelizmente, os de terno e gravata. Natalia Pasternak é pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, presidente do Instituto Questão de Ciência e coautora do livro "Ciência no Cotidiano" (Editora Contexto) Fonte: https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/artigo/2020/06/15/ivermectina-e-o-novo-bezerro-de-ouro-da-pandemia

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Carlos Nunes - 07-07-2020 17:32:13

Puxa vida! Em abril, foi publicada a matéria> Ivermectina inibe a replicação do Coronavírus SARS-Cov-2 in vitro...foi só falar que apareceu esse remédio que podia deter a propagação (replicação) do vírus, que apareceu um montão de gente falando mal do remédio...No Brasil tá assim...cloroquina tá sendo usado no Brasil há uns 80 anos...agora tão dizendo que a cloroquina faz mal. Tá parecendo que não querem a CURA do Coronavírus coisa alguma...Quem tá guiando o povo brasileiro, são cegos guiando cegos (nós)...como de Coronavírus não entendem bulhufas, tão brecando quem quer Curar...É bom todo mundo assistir, pelo Youtube> DR. MARCOS DA AMAZÔNIA. VIDAS FORAM CURADAS...nele Dr. Marcos dá o Protocolo de Tratamento CORRETO...Diz que tem duas alternativas pra curar, no começo da doença> Ou com a Hidroxicloroquina + Azitromicina + Sulfato de Zinco...Ou com a Ivermectina + Azitromicina + Sulfato de Zinco. Em CINCO DIAS de Tratamento, na dose certa...não vai morrer mais ninguém..Quando a pessoa chega no estágio de precisar de UTI, quer dizer que a doença já avançou, porque não trataram no começo da doença. O Poder Público tá Falhando, deixando isso acontecer com o povo brasileiro. Resta fazer uma pergunta> Nos Postos do SUS, nos 141 municípios de MT, tem esses remédios? TEM OU NÃO TEM? O brasileiro não tem dinheiro pra comprar os remédios...grande parte tá desempregada...

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