Possível cassação de Selma desperta ganância política | MUVUCA POPULAR

Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019

POLÍTICA Segunda-feira, 23 de Setembro de 2019, 16h:04 | - A | + A




Vaga no Senado

Possível cassação de Selma desperta ganância política

Com a possibilidade da saída da Juíza, a disputa fica cada vez mais acirrada


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Senadora Selma Arruda (Pode) | Foto: Reprodução

Com a possibilidade da cassação do mandato da senadora por Mato Grosso, Selma Arruda (Pode), a disputa para saber quem deve assumir sua vaga, fica cada vez mais acirrada.

Conforme o deputado federal Carlos Bezerra, a maior liderança do MDB no Estado, sua coligação ainda não cogita um nome para entrar na disputa suplementar para o Senado, caso a senadora não consiga reverter sua cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com o Emedebista, existe uma forte tese de que o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSDB), terceiro colocado na eleição de 2018, irá ficar com a vaga sem precisar de uma nova eleição.

“Esta eleição é muito incerta, porque há uma tese no TSE muito forte que uma cassação por abuso de poder econômico, que está sendo o caso da juíza, o segundo colocado assumiria a vaga, que seria o Favaro. Esta tese é muito forte no TSE e acredito que ela irá acabar prevalecendo”, disse o deputado durante encontro do MDB no último final de semana.

Bezerra ainda criticou as várias candidaturas para a vaga que já estão sendo criadas por políticos e partidos em Mato Grosso, sem ao menos ter a certeza de que uma eleição suplementar irá ocorrer.

“O Fávaro poderá assumir sem ter esta eleição, que todo mundo está querendo gananciosamente disputar. Existe muita ganância em cima desta questão”, alfinetou.

O emedebista também foi taxativo ao afirmar que só irá discutir sobre eleição suplementar de senado após uma determinação do TSE.

Eleita como a candidata mais votada ao Senado em 2018, com quase 700 mil votos, a juíza aposentada Selma Arruda teve seu mandato cassado pelo TRE, acusada de omitir da Justiça despesas de R$ 1,2 milhão durante a campanha de 2018, o que configura caixa 2 e abuso de poder econômico.

No início de setembro, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, emitiu um parecer no qual defende a cassação imediata do mandato da senadora e a realização de novas eleições em Mato Grosso para preencher a vaga.

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