Prefeito é afastado por suspeita de receber R$17 mil de propina | MUVUCA POPULAR

Domingo, 20 de Outubro de 2019

POLÍTICA Quarta-feira, 10 de Julho de 2019, 09h:48 | - A | + A




Propina

Prefeito é afastado por suspeita de receber R$17 mil de propina

O prefeito de Alto Taquari, situada a 481 km da capital, foi afastado do seu cargo por suspeitas de receber propina de R$ 17 mil para liberar caminhão

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Prefeito Fábio Mauri Garbúgio e vice Marco Aurélio, que confirmou a versão dos fazendeiros

O prefeito da cidade de Alto Taquari (481 km de Cuiabá), Fábio Mauri Garbúgio (PTB), foi afastado do seu cargo por 180 dias a mando do juiz Fábio Alves Cardoso, da Vara Única de Alto Taquari. Garbúgio é acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de receber R$ 17 mil em propina para liberar um caminhão com grãos.

Além do afastamento, a justiça também bloqueou R$ 51 mil em bens do prefeito, valor equivalente do suposto enriquecimento ilícito multiplicado por três, equivalente à multa que deve ser aplicada em uma eventual condenação.

“A conduta do requerido, põem em descrédito todo o serviço público, pois ao praticar o crime de concussão para liberar a carga apreendida indevidamente, utilizando, inclusive, o nome de terceiros, servidores públicos (Marco Aurélio Julien, então Coordenador de Tributos) incute a ideia de que basta pagar ao prefeito, em detrimento do ente público, que o cidadão está dispensado de pagar os tributos devidos”, diz a ação.

Conforme o MPE, o gestor teria intimado em 10 de janeiro o pagamento de proprina de Gilberto Carlos Vieira Chaves e Vanusa Cruvinel Vieira, produtores da região de Alto Taquari. As vítimas estavam acostumadas a sair da fazenda onde plantavam com o produto da colheita para fazer a pesagem em balança de terceiros para em seguida emitir a nota fiscal. Ao se deslocar da sua propriedade, os produtores teriam encontrado o prefeito acompanhado de um fiscal de tributos e de um policial de Alto Taquari. O caminhão só teria sido liberado mediante ao pagamento exigido por Fábio.

“As vítimas com medo emitiram três cheques: um no valor de R$ 7 mil e dois no valor de R$ 5 mil. O primeiro foi depositado diretamente na conta do Posto Garbúgio, de propriedade do requerido (Banco do Brasil), embora em nome de seu filho e de sua esposa, e os outros dois, sacados no caixa do Banco Sicredi, pelo seu funcionário, Rodrigo Martins Bueno, gerente do posto, nas datas de 20/01/2018 e 30/01/2018, conforme cópias dos cheques anexas”, diz trecho da decisão.

O vice-prefeito, Marco Aurélio Julien (PRB), prestou depoimento ao MPE e assegurou a versão apresentada pelos fazendeiros. À época, Marco atuava como coordenador de tributos da prefeitura. O atual sucessor da prefeitura afirmou que, por sua função, teria tomado conhecimento da propina para liberação da carga e disse que “o indiciado frequentemente orientava e instigava a equipe de tributos a não autuarem os produtores rurais locais”.

Nesse sentido, O MPE defendeu que apenas o afastamento do prefeito poderia evitar que Fábio se utilizasse das facilidades do cargo para destruir documentos, forjar provas, intimidar servidores públicos subordinados, testemunhas dos fatos, descumprir ordens judiciais, entre outras medidas para impedir o andamento das investigações. 

 

 

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COMENTÁRIOS

(8) COMENTÁRIOS

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Francisco - 10-07-2019 11:17:53

Tinha que ser preso nao afastado

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Silvano - 10-07-2019 11:16:32

Entra prefeito sai prefeito e nada muda são todos iguais

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Gustavo - 10-07-2019 11:14:44

Que absurdo!!!!! Lamentável.

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Quenia - 10-07-2019 11:11:13

Que triste ta sendo tao bom prefeito

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Nelson - 10-07-2019 11:10:39

Virou Bagunça De Novo nossa taquari

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Vitor - 10-07-2019 11:09:44

ATE O ANO QUE VEM O POVO ESQUECE

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índio - 10-07-2019 11:07:26

Do que adianta afastar se ele vai continuar recebendo o salário?

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Guido - 10-07-2019 11:06:40

Grande novidade e isso não vai dar em nada

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8 comentários