Relatório aponta vulnerabilidade de Xavantes em morte de bebê em MT | MUVUCA POPULAR

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POLÍTICA Terça-feira, 02 de Junho de 2020, 08h:11 | - A | + A




Covid-19

Relatório aponta vulnerabilidade de Xavantes em morte de bebê em MT

Bebê indígena infectada com coronavírus tinha apenas 8 meses


redacaomuvuca@gmail.com

Foto: Reprodução.

Um relatório realizado pela Operação Amazônia Ativa (OPAN) aponta vulnerabilidade do povo Xavante em relação ao coronavírus (Covid-19), além de problemas nos procedimentos de saúde adotados. No dia 11 de maio, uma criança de 8 meses da terra indígena Marãiwatsédé morreu em decorrência do vírus.

De acordo com o estudo técnico, entre os principais aspectos que intensificam essa vulnerabilidade do povo Xavante estão a precária e insuficiente estrutura básica de saúde, especificidades socioculturais, perfil epidemiológico e possíveis contaminados que vem de fora e adentram o território indígena.

A OPAN afirma ainda que a terra Marãiwatsédé é uma das mais desmatadas da Amazônia Legal, com mais de 70% da vegetação nativa de seu território transformada em pasto e lavoura durante o período em que os Xavante permaneceram fora de sua terra, após serem expulsos em 1955. Não existe nenhum tipo de barreira sanitária para a proteção dessa população, que fica exposta ao contágio do coronavírus.

Segundo dados do Distrito Sanitário de Saúde Indígena (DSEI) Xavante, apenas 8,5% das aldeias contam com uma Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI). Isso significa que, em boa parte do tempo, cerca de 91,5% dos indígenas ficam descobertos de medidas de vigilância à saúde, o que prejudica a detecção precoce dos casos suspeitos coronavírus.

Em Mato Grosso, os mais de 55 mil indígenas são atendimentos apenas por seis DESEIs. O povo xavante conta apenas uma unidade de saúde para 670 pessoas e uma Casa de Saúde do Índio para 10.717 pessoas.

O presidente da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), Crisanto Rudz Tseremey’wá, critica a falta de articulação entre os poderes e a falta de um plano de enfrentamento da Covid-19 nas terras indígenas.

“Não há medidas de proteção, providências da Sesai, que é do Estado brasileiro. Não há cooperação entre os entes federais, com os governos municipais e estaduais para se ter um aparelho respiratório, uma oca de campanha. Não há programa definido para as nossas comunidades, para ter essa proteção. O subsistema de saúde indígena é o básico do básico, deveria se equipar pelo menos durante a pandemia com uma equipe multidisciplinar”, diz Crisanto.

(Com informações da assessoria)

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COMENTÁRIOS

(4) COMENTÁRIOS

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Raelly - 02-06-2020 10:35:48

Meu Deus !!! Tenha misericórdia sou mae e fico aflita so de imaginar minhas filhas com essa doença nojenta

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Simone - 02-06-2020 10:34:07

Cadê as nossos governantes que não fazem nada??

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Raimundo - 02-06-2020 10:33:30

Ué, mas como chegou esse vírus lá??

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José de Britos - 02-06-2020 10:31:10

Francamente, quão esqueroso é o ser humano!

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4 comentários

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