Segundo Coronel, “Grampolândia Pantaneira” foi financiada por Pedro e Paulo Taques | MUVUCA POPULAR

Sábado, 24 de Agosto de 2019

POLÍTICA Terça-feira, 16 de Julho de 2019, 09h:03 | - A | + A




“Grampolândia Pantaneira”

Segundo Coronel, “Grampolândia Pantaneira” foi financiada por Pedro e Paulo Taques

Taques também teria usado grampos para barrar Riva no TCE

 

Preso em maio de 2017 acusado de ser um dos principais operadores do esquema de interceptações telefônicas clandestinas, o coronel da Polícia Militar, Zaqueu Barbosa, ex-comandante da instituição, confessou pela primeira vez que participou ativamente do esquema operado no governo de Pedro Taques (PSDB) conhecido como “Grampolândia Pantaneira”.

Em depoimento ao Ministério Público, ele afirmou que o ex-governador e seu primo, o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, tinham conhecimento e financiaram a montagem da estrutura de grampos clandestinos e que se beneficiaram dela na campanha e também durante o primeiro ano de mandato do tucano.

A informação foi divulgada na tarde desta segunda-feira (15) pela TV Centro América, afiliada da Rede Globo, que teve acesso ao depoimento do coronel. Zaqueu, desde que foi preso em 23 de maio de 2017 por determinação do juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Especializada da Justiça Militar de Mato Grosso, vinha negando participação no esquema arapongagem contra políticos, jornalistas, médicos e advogados.

Por outro lado, o cabo da PM, Gérson Luiz Ferreira Corrêa Júnior, também apontado como peça chave, pois agia ao lado e a mando de Zaqueu, já tinha confessado sua participação no esquema durante depoimento prestado numa audiência realizada na madrugada do dia 28 de julho de 2018. À ocasião, ele confirmou que o ex-secretário chefe da Casa Civil, Paulo Taques, primo do ex-governador, arcou com as despesas para viabilizar a central de escutas.

Ele revelou ainda que recebeu de Paulo Taques a quantia de R$ 50 mil para comprar os equipamentos necessários para montar a central de interceptações. Agora, o depoimento de Zaqueu reforça a confissão do cabo Gérson e vai além ao afirmar que o ex-governador também participou e financiou a “Grampolândia Pantaneira”.

O esquema, de acordo com os depoimentos do cabo Gérson e do coronel Zaqueu, começou no final de julho de 2014, no período eleitoral quando Paulo Taques era coordenador da campanha do primo Pedro Taques. Na época, Zaqueu ocupava cargo de destaque na Polícia Militar de Mato Grosso.

Conforme a TVCA, o coronel confirma no depoimento participação do ex-governador Pedro Taques e do primo Paulo Taques que só foi exonerado da chefia da Casa Civil às vésperas do esquema dos grampos clandestinos serem revelados em rede nacional no dia 14 de maio de 2017 em reportagem exibida pelo Fantástico da Rede Globo.

Riva no TCE

De acordo com a TVCA, Zaqueu Barbosa disse claramente que Pedro Taques e Paulo Taques não só sabiam da central clandestina de escutas ilegais como ajudaram a montar o esquema ainda durante a campanha eleitoral de 2014. Conforme o coronel, ambos deram dinheiro para construir a central clandestina e usaram informações coletadas durante a campanha, principalmente para espionar adversários políticos.

Depois já eleito governador, Pedro Taques continuava recebendo informações dos telefones grampeados. Como exemplo, a reportagem cita um caso onde dias antes da indicação da ex-secretária de Cultura, Janete Riva, esposa do ex-presidente da Assembleia, José Geraldo Riva, para uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), em dezembro de 2014.

Zaqueu relata que o assunto foi informado em um dos telefonemas interceptados e, logo em seguida, ele próprio levou a informação ao então governador eleito. Segundo o militar, Pedro Taques, por sua vez, disse que precisava começar a agir imediatamente para impedir que a nomeação fosse efetivada.

E de fato, a indicação não foi adiante por causa de polêmicas e contestações feitas à época. Em dezembro de 2014 a Justiça barrou a indicação de Janete para a Corte de Contas.

Na Justiça de Mato Grosso tramita uma ação criminal na Vara Militar de Cuiabá contra cinco policiais que foram presos nos desdobramentos das investigações, incluindo o coronel Zaqueu Barbosa e o cabo Gérson. Uma audiência está marcada para esta terça-feira (16), a partir das 13h30 para reinterrogatório dos réus.

Nesta segunda-feira, o Ministério Público Estadual ofereceu denúncia contra Paulo Taques. Ele é acusado de induzir as delegadas Alana Cardoso e Alessandra Saturnino ao erro quando levou a elas denúncias de possíveis ameaças contra o ex-governador.

Paulo ainda mostrou a elas números de quem poderia estar por trás das falsas ameaças o que fez com que uma investigação urgente fosse iniciada, com a realização de escutas no modo "barriga de aluguel".

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COMENTÁRIOS

(8) COMENTÁRIOS

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Carlos Nunes - 17-07-2019 14:06:53

E quem financiou o Hacker russo espião, que raqueou conversas de um Juiz Federal, de um Procurador da República, e de outros? Hacker é mercenário...se pagar bem, raqueia até a mãe (dos outros é claro). RAQUEAR PODE? Então GRAMPEAR também pode. Ou não? Sei lá. Tem que soltar o pobre do Cabo Gerson, que grampeou cumprindo ordens superiores. Dizem que Taques teria usado grampos pra barrar Riva no TCE...e o gringo americano que usou o hacker russo espião pra DETONAR a Lava-jato e DESMORALIZAR a Justiça Federal e o Ministério Público Federal, juntos? Gringo americano É INTOCÁVEL? Então o Taques tem que ser também, ou não? Sei lá.

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José - 16-07-2019 10:36:30

QUANDO É QUE SERÁ INVESTIGADO O DESGOVERNO PEDRO TAQUES ? O DESGOVERNO PEDRO TAQUES QUEBROU O ESTADO POR CAUSA DOS MAIS DE R$25 BILHÕES DE IRREGULARIDADES EM 2015 A 2018. Até agora não foi apurada a responsabilidade de todos os membros do desgoverno taques quanto aos desvios e fraudes do desgoverno da transformação do estado em caos e roubalheira, cujas irregularidade somadas já ULTRAPASSARAM OS $25 BILHÕES. Só para lembrar aí vai a lista detalhada dos mais de $25 bilhões em irregularidades pendentes de serem apuradas: R$69 milhões em desvios na caravana da transformação; perdão de R$645 milhões em dívida da petrobrás; perdão de R$5 milhões de reais em dívidas da unimed cuiabá; a operação Rêmora por desvio de R$57 milhões na SEDUC; operação Bereré por desvio de R$30 milhões no Detran; operação Grampolândia na segurança pública usada para chantagear adversário; delação de Alan Malouf sobre Brustolin recebendo R$80 mil por fora todo mês; delação de Alan Malouf e Perminio indicando que secretários (Permínio, Brustolin, Julio Modesto e etc) recebendo mensalinho de R$30 mil/mês; mensalinho R$100 milhões por dentro para os deputados; rombo de R$4 bilhões no caixa e desvio de $500 milhões do Fundeb; desvio de R$1,2 milhões no fundo de trabalho escravo; desvio e apropriação de R$300 milhões dos municípios; desvio e apropriação de R$300 milhões dos poderes; aumento de $2 bilhões nos Incentivos Fiscais; aumento de milhares de cargos políticos comissionados, aumentou da folha de pagamento pela contratação de mais de 10.000 pessoas; uso da justiça para proteger seus amigos e secretários conforme disse o cabo Gerson; delação de Alan Malouf tratando de 12 tipos de corrupção entre elas os $10 milhões de caixa 2 administrados por Alan Malouf e Julio Modesto; licitação irregular de 11 bilhões para transporte interestaduais; desvio de R$58 milhões em pontes na SINFRA; $300 milhões em vantagem cobrada de quem recebeu antecipado no decreto do bom pagador; crédito de R$100 milhões para o primo Paulo Taques; maracutaia com a juizá candidata para ferrar o Silval e a família dele; irregularidades de R$3 bilhões no Edital nº 02/2018 da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) sobre rodovias MT 246, MT 343, MT 358 e MT 480. Além disso, apropriação indébita de R$70 milhões descontado dos salários dos servidores públicos para pagar empréstimos consignados, estouro da folha pagando vantagens para apaniguados políticos que receberam salários acima de R$100 mil, contratação irregular de 2000 cabos eleitorais na SEDUC para fazer campanha para o ex-secretário Mahafon, peculato ao gastar R$10 milhões em telefone por secretaria do estado durante a campanha eleitoral para o governo 2018; R$180 milhões em indenizações irregulares pagas em 2018 as empresas supostamente prestadoras de serviços na Secretaria de Estado de Saúde Secretaria. Pedro Taques e Gallo cometeram crime de responsabilidade de R$3,7 bilhões ao deixar restos a pagar para o próximo governo sem a devida provisão de fundos exigida na Lei de Responsabilidade Fiscal.

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Jair - 16-07-2019 10:13:36

Acho que a grampolandia pantaneira vai acabar não punindo ninguém.

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Roseane - 16-07-2019 10:11:26

Aos poucos vamos percebendo tudo e vamos dizer, você estava certo. MUVUCA

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Antonio - 16-07-2019 10:08:46

Continuo não defendendo bandido,, com toda falha a justiça sempre coloca bandido na PRISÃO! e tem que fazer devolver o que foi roubado

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Luís - 16-07-2019 10:06:39

Sempre acreditei, nunca duvidei! Que patifaria.

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Luccas - 16-07-2019 10:05:32

Houve conspiração com interesses políticos nesse mandato e o que isso vai virar?

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Silvana - 16-07-2019 10:04:15

Fake News em MT

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