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Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019

POLÍTICA Sexta-feira, 11 de Outubro de 2019, 16h:49 | - A | + A




Revisão Geral Anual

Servidores seguem sem RGA e ministra afirma não existir ilegalidade em parcelar beneficio

Rosa Weber acredita que prática de parcelamento seja comum, tendo em vista a situação financeira do Estado


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Rosa Weber I Foto: Reprodução

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu julgamento e votou como improcedente Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) para questionar a Lei estadual 10.410/2016, sancionada pelo então governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), que previu o pagamento parcelado da revisão geral anual dos servidores públicos do Poder Executivo. A sessão virtual se encerrará somente no dia 17 de outubro.   

De acordo com o autor da ação, a norma questionada previa que os servidores do Executivo, diferentemente dos servidores dos demais poderes, deveriam receber o aumento, fixado em 11,28%, de forma parcelada, em datas bases diversas, e sem retroatividade. O partido alega que essa diferenciação feriu o princípio constitucional da igualdade.

O argumento do governo de Mato Grosso seria a possibilidade de ultrapassar o limite de gastos com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), diz o PDT. Para a legenda, contudo, esse extrapolamento dos limites da LRF é um problema de gestão que não pode ter como vítima os servidores que cedem sua mão de obra ao Estado em troca de uma remuneração que é protegida pela irredutibilidade de vencimentos, conforme prevê o artigo 37 (inciso XV) da Constituição Federal.

O partido lembra, ainda, que a própria LRF excepciona a revisão geral anual dos demais gastos com pessoal, por ter o legislador ordinário o conhecimento de que este é um direito fundamental previsto na Constituição, corolário do princípio da irredutibilidade.

Além disso, ao prever parcelas da revisão anual para o ano de 2017, após a data base da categoria, no entender do partido, há violação expressa da disposição do artigo 39 (parágrafo 4º) da Constituição brasileira.

O PDT pede no mérito que o STF confirme a liminar para garantir o pagamento de forma integral, como forma de proteger o princípio da igualdade e a irredutibilidade dos salários.

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COMENTÁRIOS

(1) COMENTÁRIOS

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alex r - 14-10-2019 09:21:43

Sim parcelar é uma possibilidade desde que no ano corrente com devidas correções... Afinal se vc faz isso no banco não tem juros e correções?

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1 comentários