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Terça-feira, 11 de Agosto de 2020

POLÍTICA Sexta-feira, 10 de Julho de 2020, 09h:01 | - A | + A




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Sindimed rebate governador e diz que não faltam médicos, mas sim condições de trabalho

Mendes afirmou que está encontrado dificuldade para contratar profissionais


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O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (SINDIMED/MT) rebateu a informação do governo do estado que não há médicos para contratar, mas faltam condições de trabalho. Ainda mais na linha de frente contra o coronavírus.

O assunto foi discutido na noite desta quinta-feira(9) em uma Plenária Virtual promovida pelo SINDIMED  que abordou “A Precarização do Trabalho Dos Profissionais da Saúde em Tempos de Pandemia” conduzida pela Presidente Sindimed-MT Evelyn Hack Bidigaray e pelo assessor jurídico advogado Bruno Álvares da Vaucher e Álvares associados.

Foi debatido que o governo e a prefeitura querem que os médicos participem de processos seletivos e coloquem suas vidas em risco na linha de frente da pandemia do Coronavírus sem condições de trabalho. Enquanto forem oferecidas EPIs de má qualidade, contratos de trabalho que coloquem a vida do médico em risco e a remuneração seja baixa, sem garantias para uma aposentadoria justa, sem materiais e medicamentos para atender a população, vai mesmo faltar médicos.

“Hoje temos inscritos no CRMMT 11.472 médicos ativos, sendo 6.855 médicos no estado, 3.083 em Cuiabá, 138 em VG e ainda 3.634 no interior. Não faltam médicos, faltam condições de trabalho dignas para a classe médica”, defendeu a presidente do CRM DRA Hildenete.

Segundo a DRA Eliana, ex-presidente do SINDIMED,  faz 18 anos que o governo não realiza concurso para contratar médicos. “Sabemos que a precarização já vem desde 2008 com as OSSs com Pedro Henry e Silval que trouxeram a terceirização da saúde pública. Hoje em dia além de ser terceirizado, o médico virou uma empresa se ‘quarterizou’  tem que ser uma pessoa jurídica para ser contratado.  Você coloca sua vida em risco e ainda o medico no Brasil é culpado de tudo. Enquanto no exterior são heróis”, disse ela.

DR Anderson da Associação Médica disse que o médico está cada vez mais massacrado e ao invés de ser reconhecido nesse momento de pandemia por estar arriscando sua vida na linha de frente é acusado de ser covarde e mercenário. “Não faltam médicos, falta fazer um concurso público. O processo seletivo é uma maneira de postergar o concurso”, afirmou Anderson.

Vários médicos mostraram sua indignação durante a plenária através do chat. Ao final ficou definido que será criada uma agenda das entidades médicas do estado no intuito de se abrir um diálogo para a realização do concurso público para que ao invés de processos seletivos, o médico possa assumir o cargo com condições de trabalho e qualidade de vida, já que como seres humanos eles estão tão sujeitos ao coronavírus quanto a população. E um médico a menos faz muita diferença no atendimento de pessoas.

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COMENTÁRIOS

(1) COMENTÁRIOS

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Trajano - 10-07-2020 10:30:19

Este Gov é devagar na gestão da coisa pública, ficou enrolando, desdenhando a Covid e não quis pensar no hospital de campanha, agora está desesperado; isso chama-se incompetência; típico dos empresários qdo o assunto é o SOCIAL, pensam apenas nas despesas.

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