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O milionário que só precisava voar

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“Vamos respeitar aqueles que sonham… Eu queria a liberdade, a liberdade de me entregar a qualquer capricho que me ocorresse, a liberdade de procurar os cantos mais distantes da terra em busca do belo, do alegre e do romântico.” Estas palavras propõem toda uma filosofia de vida e definem um dos maiores aventureiros do século XX, Richard Halliburton (1900-1939), um rico americano que, deixando para trás qualquer tipo de emprego estável e conforto familiar, embarcou numa carreira de feitos em todo o mundo dificilmente igualado. Depois de se formar em Princeton, ele preferiu a aventura e a emoção do desconhecido a um trabalho regular. 

Ele nasceu no Tennessee em 1900 em uma família rica. Em 1919, alistou-se como marinheiro em um cargueiro para a Inglaterra e visitou a Europa, o que despertou nele o amor pelas viagens. Desde então, e com o apoio da fortuna da família, fez inúmeras viagens e aventuras que registrou em fotos, filmes e livros. “Tive tempo para refletir sobre a liberdade que tive durante meus dias de perambulação pelo planeta, como marinheiro e vagabundo, e aprendi que nunca poderia ser feliz levando uma vida menos intensa, menos ousada do que isso”, escreve ele.

Sua fama o relacionou com celebridades da época, escritores como Hemingway e Scott Fitzgerald, músicos, pintores, políticos e atores como Chaplin.

Halliburton deixou claro que, para ganhar a vida, seria melhor que ele mesmo registrasse suas próprias aventuras e escrevesse sem parar. Publicou cinco livros, artigos em vários meios de comunicação e tornou-se um orador muito requisitado. Sua obra mais famosa foi The Flying Carpet (O Tapete Voador).

Em 1928, Halliburton tornou-se mundialmente famoso por nadar no Canal do Panamá, fato que teve grande repercussão na imprensa. Para isso, registrou-se como SS Halliburton, tendo que pagar o pedágio estabelecido de acordo com a tonelagem de um navio, que no seu caso eram 63 quilos (ele era magro), pelo qual pagou apenas 36 centavos, o pedágio mais barato da história.

Entre suas muitas aventuras está cruzar os Alpes em um elefante, como o cartaginês Aníbal. Em 1930 pensou em alargar os seus planos de viagem, mas para isso precisava de asas, como diz no início do livro, para se tornar um andarilho cuja pátria seriam as nuvens e os continentes. “Selvas e desertos, África e Himalaia, Arábia e as ilhas no meio do oceano… Ter asas me permitiria pronunciar esses nomes e ser rapidamente transportado para terras de aventura”. Depois de procurar em diferentes aeródromos, ele encontrou o que procurava, um pequeno biplano com asas douradas. Foi amor à primeira vista, a quem batizou o nome de O Carpete Voador, para continuar viajando pelo mundo.

Em 1939, com 39 anos, Halliburton fez a viagem que acabaria lhe custando a vida, cruzando as águas do Pacífico, saindo de Hong Kong com destino à costa de São Francisco, nos Estados Unidos, a bordo de um barco tradicional, um junco chamado “Sea Dragon” (Dragão Marinho).

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