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ECONOMIA

Crise no agro abre oportunidades no mercado de terras, avalia consultor que já negociou R$ 2,7 bilhões em propriedades

Thalyta Amaral

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O setor agropecuário atravessa um período de forte instabilidade, marcado pela restrição de crédito, aumento da inadimplência e avanço das recuperações judiciais. Apesar das dificuldades, o consultor imobiliário Anderson Rogério Pinto, que já intermediou mais de R$ 2,7 bilhões em negociações de fazendas e propriedades rurais, avalia que o cenário também pode abrir espaço para investidores preparados ampliarem seu patrimônio.

Segundo ele, a pressão vendedora tende a crescer, uma vez que muitos produtores endividados precisam liquidar ativos para gerar caixa. Esse movimento, porém, cria oportunidades para quem tem capital disponível.

“Infelizmente, é um momento de tensão para quem precisa vender, mas também de grandes oportunidades para quem está pronto para comprar. No mercado de terras, áreas fracas perdem muito valor e encalham, enquanto boas fazendas continuam disputadas e seguem valorizando”, explica Rogério.

O consultor reforça que o aperto financeiro atual não decorre de má gestão dos produtores, mas da limitação de crédito e dos altos custos de produção. “Estamos há mais de dois anos com margens apertadas, o que pressiona as operações no campo. Sem crédito, muitos acabam recorrendo à venda de propriedades, e é aí que investidores capitalizados entram em cena, comprando bem e com desconto”, detalha.

Além da compra e venda tradicional, Rogério aponta que o mercado tende a adotar cada vez mais outros formatos de negociação. “Os arrendamentos vão ganhar força, assim como os contratos de barter, as permutas e os negócios com entradas maiores e prazos alongados. É um novo perfil de operação que já está acontecendo”.

De acordo com o consultor, a crise está desenhando um mercado imobiliário rural cada vez mais segmentado. “A valorização seletiva de boas fazendas segue em alta, enquanto áreas arenosas ou menos produtivas acabam se transformando em pechinchas. Essa diferença vai se acentuar nos próximos meses”, avalia.

Para Anderson Rogério Pinto, o momento exige cautela, mas também visão estratégica. “A restrição de crédito aperta o campo, mas abre uma janela de oportunidade única. Quem vende pressionado perde margem. Quem compra preparado constrói patrimônio”.

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