quinta-feira, 15 outubro, 2026

Expediente

Muvuca Popular

ESFORÇO COLETIVO

Com 113 cidades, MT tem maior adesão da história ao Selo UNICEF

Kamila Araújo

Mato Grosso alcançou um marco histórico ao atingir 113 municípios inscritos no Selo UNICEF, maior adesão já registrada no estado. O crescimento representa um avanço de 45% em relação à edição anterior do programa, que tem como foco promover melhorias nas áreas de educação, saúde, combate à violência e atenção à primeira infância.

A participação ampliada reforça o compromisso das gestões municipais em enfrentar os principais desafios que atingem crianças e adolescentes. Na última edição, por exemplo, a estratégia de Busca Ativa Escolar contribuiu para que quase 7 mil estudantes retornassem às salas de aula.

Apesar dos resultados positivos, os números mostram que a realidade ainda é preocupante: mais de 770 mil crianças e adolescentes vivem em situação de pobreza em Mato Grosso, o que equivale a quase três quartos da população com menos de 17 anos.

Entre 2025 e 2028, os municípios participantes deverão atuar para melhorar indicadores sociais e garantir mais direitos à infância e adolescência. Nesta nova etapa, a iniciativa também prioriza povos indígenas e comunidades quilombolas, reconhecendo as vulnerabilidades específicas desses grupos.

O UNICEF reforça que a ampliação da participação dos municípios é um passo importante, mas ressalta que o desafio de assegurar direitos e oportunidades ainda exige esforços contínuos e articulação entre diferentes setores da sociedade.

O que é o Selo UNICEF

O Selo UNICEF é uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância que reconhece municípios comprometidos com a melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes. Ao aderir, as prefeituras assumem a meta de ampliar o acesso à educação, saúde, proteção social e combate à violência.

O ciclo tem duração de quatro anos e, ao final, os municípios que alcançam melhores indicadores recebem o reconhecimento. Mais do que um prêmio, o Selo funciona como um instrumento de mobilização e monitoramento, ajudando gestores públicos a reduzir desigualdades e garantir direitos, com atenção especial a grupos em situação de maior vulnerabilidade, como indígenas e quilombolas.

Leia também