MAIS DE 120 MORTES
Júlio critica ausência de apoio federal no combate ao crime no Rio de Janeiro: ‘O governador está sozinho’
Da Redação
O deputado estadual Júlio Campos (União) se manifestou nesta manhã (29) sobre a operação policial em no Rio de Janeiro, que já resultou em 128 mortes. Em suas declarações, o parlamentar fez uma análise crítica sobre a atuação do governo federal e do governador do estado do Rio, Cláudio Castro (PL), destacando a falta de apoio à segurança pública local.
“Criminosos estão totalmente dominando um pedaço, mas eu vi que o governador (Cláudio) Castro, que estava um pouco magoado, um pouco ressentido pela falta de apoio do governo federal, pediu um socorro”, afirmou o deputado.
“Hoje, do jeito que está o Rio de Janeiro, houve uma oportunidade muito grande, 60 bandidos foram mortos, além de policiais. Mesmo assim, não há nem presença do governo federal para apoiar o governador. Ele está sozinho.”
Campos ressaltou que, apesar do empenho das forças de segurança locais, a ausência de uma colaboração efetiva da União tem dificultado o enfrentamento do crime organizado. O deputado também criticou a falta de continuidade nas ações de repressão, afirmando que muitos criminosos são presos e soltos repetidamente, o que enfraquece o combate ao tráfico e à violência.
“É lamentável que as leis do país também sejam uma barreira para o enfrentamento. Muita gente está no alerta, prende, solta, prende, solta, e isso tem ajudado a esconder os criminosos”, comentou. Ele sugeriu que uma das estratégias de combate seria o foco no setor financeiro das organizações criminosas. “O combate ao setor financeiro é crucial. A Polícia Federal e a Receita Federal já estão mais preparadas para isso, mas ainda é um trabalho em construção”, completou.
Em relação ao cenário em Mato Grosso, o deputado afirmou que a situação local não é tão crítica quanto no Rio de Janeiro, mas destacou a necessidade de um trabalho contínuo no enfrentamento ao crime. “Eu não acredito que as feridas sejam tão profundas aqui, por enquanto, mas precisamos manter a vigilância. Não podemos dar brecha”, finalizou.



