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Cartilha do MPMT orienta famílias em caso de luto traumático

Da Redação

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Núcleo de Defesa da Vida de Sinop, lançou a cartilha “Do Luto à Justiça: Guia Psicológico, Social e Jurídico para Familiares de vítimas de Homicídio”. Com linguagem simples e acessível, a publicação oferece orientações práticas e emocionais para familiares que enfrentam o chamado luto traumático, que é aquele provocado por perdas abruptas e violentas, como homicídios e feminicídios.

O guia reconhece a legitimidade da dor e reforça que não há forma “certa” de vivenciar o luto, destacando que cada pessoa tem seu próprio tempo e maneira de lidar com a ausência. “Ela foi elaborada para acolher quem enfrenta esse sofrimento, oferecendo apoio emocional e reafirmando o compromisso do Ministério Público com o cuidado digno e o direito à justiça. Que ela seja um instrumento de orientação e empatia para quem precisa”, afirmou o promotor de Justiça Herbert Dias Ferreira, coordenador do Núcleo de Defesa da Vida de Sinop.

O guia reforça que o luto não é um processo linear e traz mitos comuns sobre o tema, dicas de como familiares e amigos podem ajudar e de como lidar com o dia a dia durante o luto, orientações para identificar se luto se tornou um transtorno e quando buscar ajuda. Além disso, orienta a como buscar pela Justiça.

Conforme a equipe do Núcleo de Defesa da Vida, responsável pela publicação, a cartilha representa um marco no cuidado com as famílias que enfrentam a dor de uma perda violenta. A morte por homicídio ou feminicídio impõe não apenas a ausência física de quem se foi, mas também o impacto emocional, social e simbólico dessa ruptura.

“A proposta deste material é acolher essas famílias, reconhecendo a legitimidade da dor e oferecendo caminhos possíveis de cuidado e de reconstrução. O luto, quando atravessado pela violência, torna-se ainda mais complexo, exigindo escuta sensível, apoio técnico e articulação entre diferentes áreas do conhecimento”, explicou a psicóloga Tatiane Meyer.

Segundo a equipe, ao reunir orientações psicológicas, sociais e jurídicas, o guia busca fortalecer o vínculo entre o direito à justiça e o direito ao cuidado digno. “Cada página foi pensada para amparar, informar e, acima de tudo, reafirmar que ninguém deve atravessar o luto sozinho. Mais do que um material informativo, esta cartilha é um gesto de respeito à memória das vítimas e de compromisso com as famílias. É um convite à empatia, à escuta e à construção de uma cultura institucional que reconhece o sofrimento humano e o transforma em ação protetiva”, acrescentou a assistente social Angélica Aparecida Valentim.

Leia a cartilha aqui.

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