A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda e determinou o recolhimento de todos os produtos da marca Vibe Coffee, com sede no Espírito Santo, após constatar uma série de irregularidades sanitárias. A decisão, divulgada nesta semana, faz parte de uma série de ações da agência, que desde junho já puniu outras cinco marcas de café em todo o país.
De acordo com a Anvisa, a Vibe Coffee não possuía licença sanitária e vendia seus produtos sem regularização, tanto no site oficial quanto em plataformas de comércio eletrônico. A fiscalização apontou falhas graves nas boas práticas de fabricação, como ausência de rastreabilidade, falta de procedimentos operacionais padrão e condições inadequadas de higienização nas instalações.
Outras marcas punidas pela Anvisa
Em junho deste ano, as marcas Oficial, Melissa e Pingo Preto também foram proibidas de vender e tiveram os produtos recolhidos após serem classificadas como “cafés fake”. Segundo a agência, a matéria-prima utilizada estava imprópria para consumo, contaminada por micotoxinas, especificamente ocratoxina A, uma substância tóxica produzida por fungos.
Além disso, a Anvisa apontou que as embalagens e denominações — como “polpa de café” e “café torrado e moído” — acompanhadas de imagens de grãos e xícaras de café poderiam induzir o consumidor ao erro quanto à verdadeira natureza do produto.
Outra marca, o Café Câmara, também foi alvo de proibição e recolhimento após a descoberta de fragmentos semelhantes a vidro em um de seus lotes. A Anvisa determinou a apreensão de todos os produtos, nas versões extraforte e tradicional, e proibiu sua comercialização, distribuição e propaganda.
A decisão foi tomada depois de a agência constatar que o produto tinha origem desconhecida, já que as duas empresas indicadas nas embalagens como fabricantes estavam irregulares. A empresa responsável pela marca não foi localizada para comentar o caso.
Por fim, o café em sachê Fellow Criativo, da marca Cafellow, também foi retirado do mercado. Segundo a Anvisa, o produto continha extrato de cogumelo Agaricus bisporus, ingrediente não autorizado em alimentos no Brasil, além de alegações enganosas de que o café ajudaria a controlar a insulina e reduzir o colesterol. Para a agência, o rótulo poderia induzir o consumidor ao erro e violava normas de segurança alimentar.



