POLÊMICA
Chefe do Procon-MT é demitida; sindicato alega perseguição por causa de consignados
Thalyta Amaral
A chefe do Procon Estadual, Cristiane Vaz dos Santos, foi exonerada na terça-feira (11) pelo governador Mauro Mendes (União). A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado e, segundo o Sindicato dos Profissionais da Área Meio do Poder Executivo de Mato Grosso (Sinpaig-MT), a demissão seria resultado de perseguição política, motivada pela atuação de Cristiane à frente de uma força-tarefa que auditou contratos e identificou irregularidades em empréstimos consignados concedidos a servidores públicos estaduais.
Cristiane foi denunciada pela empresa Capital Consig S.A., apontada como uma das principais envolvidas no suposto esquema de fraudes em empréstimos consignados. Ela é acusada de prevaricação, advocacia administrativa e condescendência criminosa, o que levou o caso à apuração pelo Estado.
Já para o sindicato, Cristiane atuou de forma correta e transparente durante sua gestão. O Sinpaig defende que o Procon, sob sua liderança, apresentou “relatórios técnicos que revelaram graves indícios de irregularidades em contratos de crédito consignado firmados entre servidores públicos e a empresa Capital Consig S.A.”.
“O Procon foi a única instituição da força-tarefa que executou de forma plena o trabalho determinado pelo Decreto nº 1.454/25, auditando contratos e confirmando irregularidades. A servidora Cristiane está sendo penalizada por cumprir com ética e independência o dever de proteger os servidores que estão sendo lesados por empresas de consignação”, diz trecho da nota de repúdio divulgada pelo Sinpaig.
A exoneração de Cristiane ocorre em meio à ampliação das investigações sobre o setor de empréstimos consignados, alvo de denúncias de juros abusivos, contratos irregulares e falta de transparência em operações envolvendo servidores públicos.



