ROMBO BILIONÁRIO
Após relatório da CPI, Dilemário cobra reprovação das contas e inelegibilidade de Emanuel
Nickolly Vilela
O vereador Dilemário Alencar (União) afirmou que defenderá a reprovação das contas do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), afirmando que o rombo superior a R$ 500 milhões identificado pela CPI da Previdência deve resultar na inelegibilidade do ex-gestor. Segundo ele, os dados levantados mostram um impacto “que o povo de Cuiabá vai pagar por décadas”.
Somados, os débitos do Cuiabá Prev, da Empresa Cuiabana de Saúde e de outras pendências atualizadas com juros, o passivo ultrapassa R$ 569 milhões, além de compor uma dívida geral que pode chegar a R$ 2 bilhões. “Isso é dinheiro que poderia ter asfaltado todos os bairros de Cuiabá e ainda sobraria para outras benfeitorias”, criticou.
O vereador destacou que servidores tiveram alíquotas descontadas do salário e não repassadas ao INSS, o que estaria impedindo trabalhadores – como garis e profissionais da limpeza urbana – de conseguirem se aposentar. “Isso é apropriação. Eles pagaram e não foi recolhido”, disse.
Dilemário afirmou que o relatório final será encaminhado ao Ministério Público Estadual, Federal e ao Tribunal de Contas, com pedido de bloqueio de bens de Emanuel Pinheiro e de ex-secretários, especialmente das pastas de Educação e Saúde.
Ele aproveitou para reforçar que já denunciava, há anos, inconsistências no Cuiabá Prev. “Eu alertei várias vezes. A Câmara fiscalizou, mas no último semestre o ex-prefeito deixou a dívida explodir”, pontuou.
Sobre o julgamento das contas de 2024 de Emanuel, o vereador foi direto:
“Dois conselheiros do Tribunal de Contas já votaram pela reprovação. Espero que a Câmara faça justiça e reprovar essas contas para que ele fique inelegível.”
Dilemário afirmou que há hoje um “sentimento coletivo” dentro do Legislativo para impedir que Emanuel volte a disputar cargos públicos. “A população não aceita ele ficar impune depois de bagunçar as finanças da cidade e prejudicar servidores. Chegou o momento de fazer justiça”, concluiu.



