SEM POLÊMICA
Governador minimiza adiamento da LOA e diz que discussão sobre suplementação “vai terminar na racionalidade”
Kamila Araújo
O governador Mauro Mendes (União Brasil) afirmou que recebeu com naturalidade o pedido de vista que adiou a primeira votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 na Assembleia Legislativa. Segundo ele, o movimento faz parte da dinâmica do Parlamento e não altera a confiança do governo em relação à aprovação do texto.
Os deputados Janaina Riva, Carlos Avallone, Lúdio Cabral, Valdir Barranco, Dilmar Dal’Bosco e Wilson Santos travaram a análise da peça orçamentária, que prevê receita de R$ 40,7 bilhões para o próximo ano.
Mauro disse não ter sido informado previamente sobre a manobra, mas avaliou o episódio como “processo natural”. “Pedir vista é normal. Eu nem fui comunicado do que aconteceu, estava em outro compromisso. Mas essas discussões sempre acontecem. No fim, a racionalidade deve prevalecer”, afirmou.
O atraso na votação da LOA se arrasta desde outubro, agravado pelo embate entre os Poderes sobre o reajuste de 6,8% aos servidores do Judiciário. A Assembleia entra em recesso em 17 de dezembro e, sem aprovação da LOA, o Estado inicia janeiro com orçamento contingenciado.
Deputados afirmam que a previsão de receita está “subestimada” e que o governo distribuiu a verba “de forma equivocada”, críticas já feitas pelo presidente da Casa, Max Russi (PSB).
Mauro, por outro lado, diz estar aberto ao diálogo: “Vamos mostrar a necessidade técnica das regras e tenho certeza de que a razão vai vencer.”
Votação na próxima semana
Com o pedido de vista, o projeto volta à pauta na semana que vem. Segundo o deputado Júlio Campos, que presidiu a sessão desta quarta-feira (26), não haverá novo adiamento.
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