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Júlio Campos alerta que falta de candidatura própria pode reduzir bancadas do União Brasil
Da Redação
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) fez um alerta direto à federação partidária ao defender, de forma enfática, a necessidade de candidatura própria nas eleições de 2026. Segundo ele, abrir mão de disputar o governo e o Senado pode enfraquecer toda a chapa e provocar uma redução significativa das bancadas estadual e federal do partido.
“Eleição é em dois turnos, meus amigos. Será possível que esses companheiros do União Brasil não entendem que precisamos ter candidato próprio para formar uma chapa forte de governador, senador, deputados federais e deputados estaduais?”, questionou o parlamentar.
Júlio Campos afirmou que, atualmente, o União Brasil conta com quatro deputados estaduais, mas esse número pode cair pela metade caso o partido não lance um nome ao governo. “Se não tivermos candidato a governador, nossa bancada estadual, que hoje é quatro, pode reduzir para dois”, alertou.
O deputado também destacou o impacto negativo na Câmara Federal. De acordo com ele, sem candidatura própria ao Senado, o partido corre o risco de diminuir sua representação. “Hoje temos dois deputados federais. Sem candidato próprio, podemos cair para um. Mas, se tivermos uma chapa completa, podemos crescer: eleger três federais e cinco ou seis estaduais”, afirmou.
Ao tratar da disputa majoritária, Júlio Campos reforçou que o senador Jayme Campos é o principal e único nome do partido para concorrer ao governo de Mato Grosso. Ele também citou o governador Mauro Mendes, lembrando que, caso decida disputar outro cargo, precisará deixar o governo no prazo legal para se desincompatibilizar.
“O diretório nacional quer candidatura própria. O Jayme é o pretendente número um do partido. O que poderia fritar essa candidatura hoje? Os próprios dirigentes? Isso não faz sentido”, disse.
O parlamentar ressaltou ainda que a decisão não cabe a uma única liderança, mas sim às instâncias partidárias. “Quem escolhe o candidato são os diretórios regionais, os convencionais municipais e, principalmente, a federação formada pelo União Brasil e o Progressistas. Vamos aguardar e trabalhar politicamente. Não há problema nenhum nisso”, concluiu.
Para Júlio Campos, o recado está dado: sem protagonismo na disputa majoritária, o partido corre o risco de encolher politicamente em Mato Grosso.



