FICHA CRIMINAL
Tornozeleiras eletrônicas ajudam a identificar e prender suspeitos pela morte de policial penal
Nickolly Vilela
O delegado Caio Albuquerque de Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informou que os três investigados presos durante a Operação Contragolpe estavam sendo monitorados por tornozeleira eletrônica, recurso que teve papel decisivo no avanço das investigações sobre o homicídio do policial penal José Arlindo da Cunha, de 55 anos, ocorrido no fim de novembro em Várzea Grande.
A operação foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (17) pela Polícia Civil, com o cumprimento de três mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão, decretados pela 1ª Vara Criminal de Várzea Grande. Dois suspeitos foram presos no município e o terceiro foi localizado na zona rural de Porto Velho (RO), com apoio do 9º Batalhão da Polícia Militar de Rondônia.
De acordo com o delegado, o monitoramento eletrônico foi fundamental para situar os suspeitos nos locais investigados. “Todos os presos são monitorados por tornozeleira eletrônica. O primeiro já foi interrogado e negou a autoria, porém a tornozeleira aponta a presença dele no local dos fatos, o que, somado a outros elementos colhidos ao longo da investigação, embasou a representação pela prisão”, explicou.
O segundo suspeito ainda seria interrogado, enquanto o terceiro, já detido em Rondônia, seria encaminhado para uma unidade da Polícia Civil de Mato Grosso para prestar depoimento. “Vamos ouvir todos para confrontar as versões apresentadas e aprofundar o esclarecimento dos fatos”, destacou Caio Albuquerque.
Segundo o delegado, as investigações apontam que o crime não foi premeditado. O policial penal teria participado de uma confraternização no bairro São Mateus, onde ocorreu um desentendimento inicial. Após deixar o local, a vítima se dirigiu a outra residência, onde foi chamada para fora e acabou se envolvendo em nova discussão com pessoas que teriam ido “tirar satisfação”.
“Tudo indica que os fatos ocorreram na mesma noite. Ainda estamos apurando se a primeira discussão tem relação direta com o que aconteceu no segundo local”, afirmou o delegado. Ele ressaltou que, até o momento, não há confirmação de que os suspeitos soubessem que a vítima era policial penal, nem de que a vítima tivesse conhecimento prévio dos investigados.
O crime aconteceu por volta das 22h30 do dia 22 de novembro, no bairro Marajoara. O policial penal foi alvejado por disparos de arma de fogo e agredido, não resistindo aos ferimentos e morrendo no local. Durante a ocorrência, Rivaldo Caetano da Silva, que participava das agressões, foi atingido por disparos efetuados pela própria vítima, em aparente legítima defesa. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande.
As investigações continuam para esclarecer completamente a dinâmica do crime e confirmar a participação de cada um dos envolvidos.



