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Hospital Central começa a funcionar em 30 dias com atendimento inicial em pediatria, diz secretário
Nickolly Vilela
O Hospital Central de Mato Grosso deve começar a funcionar dentro de 30 dias, com atendimento inicial concentrado na pediatria, afirmou o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo. Segundo ele, os primeiros pacientes começam a ser atendidos a partir de 19 de janeiro, conforme cronograma já em execução.
“Nossa equipe da área de regulação já está selecionando os primeiros pacientes que serão atendidos a partir do dia 19 de janeiro”, declarou o secretário nesta sexta-feira (19) durante inauguração da nova unidade de saúde.
Ele reforçou que a unidade terá perfil de alta complexidade e não funcionará como porta aberta. “É um hospital de referência, não é hospital porta aberta. Todos os pacientes que chegarão aqui serão pacientes regulados pelo nosso sistema de regulação”, explicou. “Ele é um hospital estadual, ou seja, para atender o Estado todo.”
Gilberto Figueiredo detalhou que a abertura seguirá o modelo previsto no contrato com o Hospital Israelita Albert Einstein, responsável pela gestão da unidade. “Depois que nós entregamos as instalações definitivas para eles, que é hoje, 30 dias depois o hospital tem que entrar em funcionamento em quatro etapas. Cada etapa um mês”, afirmou.
De acordo com o secretário, o cronograma leva à operação plena em curto prazo: “Isso significa dizer que no mês de abril esse hospital estará 100% funcionando, com tudo aquilo que foi previsto para ele funcionar.”
Para viabilizar o início das atividades, o secretário informou que a estrutura já está sendo equipada. “Nós já recebemos mais de 30, 40 carretas de materiais para dar o suporte necessário para o funcionamento”, disse.
Paralelamente, seguem as contratações de pessoal. “No momento full, esse hospital terá em torno de 1.700 servidores contratados e 350 médicos contratados no regime pessoa jurídica”, acrescentou, além de mais de 50 contratos de serviços essenciais. “Todos os serviços que nós chamamos de facilities necessários para funcionamento desse hospital: alimentação, limpeza, segurança, manutenção, tecnologia, por aí vai. 100% do Einstein.”
Segundo Gilberto, o contrato atribui ao Einstein a responsabilidade integral pela cadeia operacional. “A responsabilidade do Einstein é para toda a cadeia de suprimentos, de profissionais necessários para que a gente tenha uma equipe coesa com a cultura que vem importada do Einstein. E nós fazemos é pagar por isso e cobrar pelos resultados que estão preconizados no contrato de gestão.”
Na primeira etapa, o foco será a pediatria, com especialidades bem definidas. “Inicialmente as especialidades começam pela pediatria”, afirmou. “Na primeira etapa, o atendimento começa focado na urologia, na cirurgia pediátrica e na ortopedia pediátrica.” Também haverá ativação gradual de leitos. “Entram em operação alguns leitos de UTI e alguns leitos de enfermaria”, explicou, destacando o objetivo de reorganizar a rede. “A gente começa, de certa forma, a preparar a migração do serviço que hoje nós prestamos na Santa Casa, principalmente na cirurgia e nas internações”, finalizou



