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RETRÔ 2025

O ano em que Jair Bolsonaro passou de réu a condenado e preso

Da Redação

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O ano de 2025 consolidou o período mais crítico da trajetória política e jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Inelegível desde 2023 e fora do poder após a derrota nas eleições de 2022, Bolsonaro terminou o ano preso, após se tornar réu, ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e iniciar o cumprimento de pena em novembro. Pela primeira vez, a possibilidade de perda da liberdade deixou de ser hipótese e se tornou realidade no centro do debate político nacional.

Mesmo sob forte pressão judicial, o ex-presidente manteve protagonismo político no início do ano. Em janeiro e fevereiro, participou de atos públicos, fez críticas diretas ao STF e reiterou o discurso de perseguição política, enquanto avançavam os inquéritos que investigavam a tentativa de ruptura institucional após o resultado das eleições presidenciais. As manifestações e declarações passaram a integrar o conjunto de elementos analisados pela Corte.

Em março, o STF decidiu tornar Bolsonaro réu, ao entender que havia indícios suficientes de sua participação em uma articulação para desacreditar o sistema eleitoral e dificultar a transição de poder. A decisão foi considerada um divisor de águas no processo, elevando de forma significativa o risco jurídico enfrentado pelo ex-presidente.

No meio do ano, entre maio e junho, Bolsonaro voltou às ruas em manifestações e passou a defender publicamente a anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. As falas foram interpretadas por ministros do STF como possível afronta às instituições e passaram a ser analisadas no contexto do processo penal, intensificando o debate sobre a adoção de medidas cautelares mais rigorosas.

Com a conclusão da fase de instrução processual, o segundo semestre foi marcado por avaliações públicas de ministros, juristas e analistas sobre a possibilidade de prisão, seja de forma preventiva, seja após eventual condenação. Até então, Bolsonaro permanecia em liberdade, mas cercado por restrições judiciais e sob risco concreto de encarceramento.

A situação se agravou em novembro. No dia 22, a Polícia Federal cumpriu mandado de prisão preventiva contra o ex-presidente, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde permaneceu detido.

Três dias depois, em 25 de novembro de 2025, Moraes determinou o início formal do cumprimento da pena de 27 anos e três meses de prisão, após a Corte declarar o trânsito em julgado da condenação. Com isso, Bolsonaro passou da condição de investigado e réu para a de condenado, iniciando o cumprimento da sentença nas dependências da Polícia Federal.

O ex-presidente segue detido em uma sala da PF, sob monitoramento constante, submetido a exames e acompanhamento médico. O desfecho encerra um ano que marcou o colapso definitivo de sua situação política e jurídica, transformando 2025 no capítulo mais duro de sua trajetória pública.

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