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SÓ 19% TRATADO

Saneamento básico é desafio maior que abastecimento de água em Várzea Grande, alerta secretária

Da Redação

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A secretária Municipal de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande, Ina de Maria, afirmou à Rádio Cultura que o saneamento básico representa um desafio maior do que o abastecimento de água no município. “A questão do saneamento básico, embora menos evidente, representa um desafio maior do que o abastecimento de água. A falta de tratamento de esgoto, por exemplo, não é percebida de forma imediata como a ausência de água na torneira, mas seus impactos são significativos. Atualmente, apenas 19% do esgoto é tratado no município, um índice muito abaixo do estabelecido pelo marco regulatório”, explicou.

Segundo a secretária, a prefeitura está adotando medidas para reduzir os problemas antes da concessão dos serviços, que será apreciada pela Câmara Municipal. “Foi finalizada uma licitação para a construção de reservatórios em cinco regiões, visando melhorar o abastecimento e reduzir a intermitência no fornecimento. Além disso, a estação de tratamento de esgoto de Santa Maria, que estava paralisada, foi destravada e sua primeira etapa está sendo concluída com o apoio do estado”, detalhou.

Ina de Maria reforçou que a concessão é a solução mais eficaz para garantir água contínua e saneamento eficiente. “A gestão municipal reconhece que, por meio de investimentos públicos, não será possível garantir o fornecimento contínuo de água, conforme as exigências regulatórias. Mesmo em Cuiabá, onde a concessão já existe há anos, a oferta de água 24 horas por dia ainda não é uma realidade”, afirmou.

A secretária destacou a dificuldade financeira enfrentada pelo município, citando a dívida do Departamento de Água e Esgoto (DAE), estimada em aproximadamente R$ 370 milhões. “A prefeitura não possui recursos financeiros suficientes para solucionar os problemas de saneamento de forma isolada. A concessão permitirá uma gestão mais ágil e eficiente, com a expectativa de resolver os problemas no menor tempo possível”, disse.

A concessão, com duração estimada em três décadas, é vista como essencial para atender a população. “A falta de água e saneamento é um problema que afeta toda a população. Os vereadores, comprometidos com as necessidades da população, priorizam a solução da falta de água”, acrescentou.

Ainda conforme Ina, investimentos prévios no DAE, realizados em gestões anteriores, têm como objetivo valorizar a autarquia, atrair investidores e reduzir tarifas. O preço da concessão e o cronograma serão definidos após a aprovação do plano de saneamento básico na Câmara Municipal. “O plano, atualizado a cada quatro anos, será determinante para a avaliação do DAE e do investimento inicial necessário. Com a concessão, a dívida do DAE poderá ser amortizada com o valor pago pela concessionária ao município. O dinheiro arrecadado será utilizado para quitar dívidas e investir em infraestrutura e modernização, com foco em mobilidade urbana e digitalização, reduzindo o atraso de 20 anos em relação a outros municípios e impulsionando o desenvolvimento local”, concluiu.

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