INFORMAÇÃO FALSA
“Isso é inconstitucional”, diz Abílio ao negar salário de R$ 52,9 mil divulgado em levantamento
Da Redação
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), rebateu informações divulgadas por levantamento publicado pela Folha de S.Paulo que o apontam como o gestor de capital com o maior salário do país, estimado em R$ 52,9 mil mensais. Segundo o estudo, o valor superaria inclusive o vencimento do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), que recebe R$ 32,3 mil.
De acordo com os dados apresentados, a remuneração atribuída ao prefeito seria composta por um salário base de R$ 34,9 mil, sujeito ao Imposto de Renda, somado a uma verba indenizatória de R$ 18 mil, isenta de tributação e prevista em lei municipal desde 2021. O levantamento também aponta que, além de Cuiabá, outras sete capitais têm prefeitos com rendimentos superiores aos de seus respectivos governadores, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Curitiba, Goiânia, Fortaleza e Florianópolis.
Ao comentar o assunto, Abílio classificou a informação como falsa e afirmou que os valores foram apresentados de forma distorcida. “Isso é uma grande mentira. É proibido você ter um salário maior, isso é inconstitucional. Não existe esse super salário que estão divulgando”, declarou.
Segundo o prefeito, o levantamento teria somado diferentes rubricas de forma equivocada, tratando verbas distintas como se fossem remuneração direta. Ele explicou que há diferença entre salário, verbas indenizatórias e outros valores previstos em lei, que não podem ser caracterizados como vencimento mensal. “Tem salário, tem verba indenizatória, tem outras questões. Mas colocaram tudo como se fosse um único valor”, afirmou.
Abílio também criticou a comparação direta com o salário do governador e de outros cargos. Para ele, o recorte utilizado não reflete a realidade e induz a interpretações equivocadas. “Se você analisar todos os casos, vai ver que a situação é diferente. Mas tudo bem. Se estão dizendo que eu tenho o maior salário do Brasil, deve ter alguém interessado em espalhar isso”, concluiu.



