EVITOU CONFRONTO, MAS CITOU ANOMALIAS
Mauro Mendes pondera sobre divergências no serviço público em meio à polêmica salarial
Da Redação
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), comentou a polêmica em torno do salário do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), atualmente o maior entre gestores de capitais brasileiras. A remuneração de Brunini é de R$ 52,9 mil mensais, composta por um vencimento básico de R$ 34,9 mil, sujeito ao Imposto de Renda e ao teto constitucional, e uma verba indenizatória de R$ 18 mil, isenta de tributos e capaz de ultrapassar o limite constitucional de R$ 46.366,19.
Ao ser questionado sobre o tema, Mendes adotou tom ponderado e evitou confrontos diretos: “Eu ganho aquilo que eu me propus a ganhar. Não vim para trabalhar no governo pensando em salário. Tenho minha vida privada, minhas atividades particulares, e é delas que sustento minha família. Vim para a política porque queria mostrar que era possível fazer diferente, fazer melhor, com muito trabalho e foco na gestão. O resultado está aí para todo mundo ver”, afirmou.
O governador ressaltou ainda que não pretende entrar em comparações ou polêmicas sobre os vencimentos de outros gestores. “Não conheço todos os dados e fatos sobre quem aumentou esse salário, ou sobre os salários de outros prefeitos e governadores. Mas posso dizer que a administração pública no Brasil é cheia de anomalias, de grandes divergências. Isso é muito ruim para o país, porque em todos os lugares você encontra situações anacrônicas, disfunções de um modelo que deveria funcionar bem, mas que termina cheio de ‘Frankensteins’”, acrescentou Mendes.
O salário de Brunini supera em R$ 20,5 mil o vencimento do governador de Mato Grosso, e também ultrapassa o recebido pelo presidente da República e por ministros do Supremo Tribunal Federal.



