O desaparecimento de José Wallefe dos Santos Lins, registrado em agosto, terminou com a localização do corpo pela Polícia Civil em uma cova rasa nas proximidades do bairro Novo Mundo, em Várzea Grande. Ele havia sumido no dia 9 daquele mês e foi encontrado morto após o avanço das investigações.
Natural de Maceió (AL), José Wallefe havia se mudado recentemente para Mato Grosso e, conforme apurado à época, foi sequestrado por integrantes de uma facção criminosa. No mesmo episódio, a esposa, Ariane da Silva Cerqueira, de 27 anos, e o filho do casal, G.C.L., de 1 ano, também foram levados e localizados quatro dias depois.
Ariane foi encontrada com o braço quebrado e diversos hematomas pelo corpo e no rosto, sendo encaminhada ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, onde passou por cirurgia. O bebê não apresentava ferimentos, mas estava visivelmente abalado e choroso.
Durante o sequestro da família, uma vizinha identificada como Gabryelle Silva de Jesus também desapareceu. Ligada à família, ela teria tentado interceder em favor de Ariane para evitar agressões. Desde então, o paradeiro de Gabryelle permaneceu desconhecido.
A Polícia esclareceu que José foi morto após presenciar um salve e ser reconhecido como faccionado do PCC, por usar uma tatuagem que remete ao tio patinhas e o número três. Após o salve, a esposa dele foi obrigada a “se casar” com um dos faccionados para não ser morta.



