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RETROSPECTIVA DO FUTEBOL DE MT 2025

Entre surpresas e frustrações: o retrato do futebol mato-grossense em 2025

Bebeto Dias

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O futebol mato-grossense viveu em 2025 um dos seus anos mais simbólicos e transformadores. A temporada ficou marcada pelo fim de hegemonias, títulos inéditos, campanhas competitivas em âmbito nacional e mudanças profundas dentro e fora de campo. Entre surpresas, quedas de gigantes e projetos emergentes, o futebol estadual passou por uma clara transição de forças.

Na Primeira Divisão do Campeonato Matogrossense, a grande história do ano foi escrita pelo Primavera, que em sua primeira final estadual derrotou o Cuiabá e conquistou o título mato-grossense de forma inédita. Fundado em 2019, o Gigante Roxo superou o clube mais vitorioso da década, encerrou uma invencibilidade de 47 jogos do Dourado no Estadual e levantou a taça nos pênaltis, na Arena Pantanal. O título simbolizou a quebra de uma hegemonia recente e reposicionou o cenário do futebol local. Na disputa pelo terceiro lugar, o Mixto venceu o Operário VG, terminou a competição invicto no tempo normal e garantiu vaga na Copa do Brasil e na Série D de 2026.

A Segunda Divisão também trouxe um novo protagonista. O Chapada, de Chapada dos Guimarães, conquistou o título de forma inédita ao vencer o Operário FC na final e confirmou o acesso à elite estadual. Com campanha sólida e decisiva diante da torcida, o Ararão da Serra celebrou o maior feito de sua história. O vice-campeonato também garantiu ao Operário FC o retorno à Primeira Divisão, consolidando uma temporada de crescimento para ambos os clubes.

Nas competições regionais, Luverdense e União de Rondonópolis representaram Mato Grosso na Copa Verde. O União avançou eliminando adversários tradicionais, mas caiu diante do Goiás nas quartas de final. Já o Luverdense passou pelo Operário-MS, mas foi eliminado pelo Vila Nova-GO nos pênaltis, em duelo equilibrado. Apesar das eliminações, as campanhas reforçaram a competitividade dos clubes mato-grossenses no cenário regional.

A Copa do Brasil reservou emoções fortes. O grande destaque foi o Operário Várzea-grandense, que protagonizou um dos momentos mais marcantes do ano ao eliminar o Sport nos pênaltis, conquistando classificação inédita e premiação histórica. Na fase seguinte, acabou eliminado pelo Novorizontino. O União Rondonópolis foi superado pelo Vasco logo na estreia, enquanto o Cuiabá viveu uma decepção precoce ao ser eliminado nos pênaltis pelo Porto Velho, resultado que culminou na troca de comando técnico ainda no início da temporada.

Na Série D, Luverdense e Mixto avançaram à fase de mata-mata após campanhas consistentes na fase de grupos. O Luverdense caiu na primeira eliminatória diante do Rio Branco-ES, em confronto marcado por confusão e paralisação. Já o Mixto viveu noite heroica ao eliminar a Portuguesa-SP nos pênaltis, mas se despediu nas oitavas de final após derrota para o Cianorte, encerrando uma campanha competitiva e de afirmação nacional.

Por fim, o Cuiabá, na Série B, viveu um ano turbulento. Mesmo com estrutura, investimento e a contratação de um técnico experiente, o Dourado não conseguiu manter regularidade, sofreu com problemas internos, trocas de comando e enorme dificuldade fora de casa. O sonho do retorno à Série A terminou na reta final.

Fora das quatro linhas, o futebol estadual passou por renovação institucional com a eleição de Diogo Pécora para a presidência da FMF (2025–2029), sinalizando novos rumos administrativos.

Assim, 2025 entra para a história como um ano de virada, aprendizado e reconstrução no futebol mato-grossense.

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