NOVA TENTATIVA
Eleitos e depois derrotados nas urnas, políticos de MT tentam voltar a cargos em 2026
Thalyta Amaral
Ser eleito não significa estabilidade política. Pelo contrário: quando o mandato não atende às expectativas dos eleitores, a derrota nas urnas pode ocorrer. É o caso de três políticos mato-grossenses que, após resultados negativos em eleições recentes, tentam deixar para trás a “sombra” da derrota e voltar à disputa eleitoral em 2026, mirando cargos que já ocuparam anteriormente.
Bastante atuante nas redes sociais, o ex-senador e ex-governador Pedro Taques (PSB) pretende disputar uma vaga no Senado. Ele governou Mato Grosso entre 2015 e 2018, mas não conseguiu a reeleição e foi derrotado por Mauro Mendes (União). Desde então, Taques tem mantido presença no debate público, com críticas frequentes à atual gestão estadual e posicionamentos sobre temas nacionais.
Quem também busca retomar um cargo eletivo é o ex-deputado federal e ex-prefeito de Sinop (500 km ao norte de Cuiabá), Nilson Leitão (PP), que deve concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados. Ele está afastado de cargos eletivos desde 2020, quando foi derrotado na eleição suplementar para o Senado, realizada após a cassação da então senadora Selma Arruda. Leitão já presidiu a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e mantém forte ligação com o setor produtivo.
O terceiro nome que já anunciou a intenção de retornar ao Legislativo é o ex-deputado federal e ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Neri Geller (PP). Sua última disputa eleitoral foi em 2022, quando tentou uma vaga no Senado, mas não obteve êxito. Geller tem trajetória ligada ao agronegócio e voltou ao cenário político após deixar o cargo no governo federal.



