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RANKING DE COMPETITIVIDADE

MT vira o 2º estado menos desigual do país e consolida avanço social e econômico

Kamila Araújo

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Mato Grosso passou a ser o segundo estado com menor desigualdade de renda do Brasil, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, e entrou de vez no grupo das unidades da federação que combinam crescimento econômico com inclusão social. O estado subiu uma posição em relação ao ano passado e agora só fica atrás de Santa Catarina no indicador.

O avanço ocorre em um contexto de forte expansão do agronegócio, aumento do número de agroindústrias, geração de empregos e redução da dependência de programas sociais, fatores que ajudam a explicar a melhora consistente nos indicadores sociais.

A desigualdade de renda é um dos 16 indicadores que compõem o pilar de Sustentabilidade Social do ranking, área em que Mato Grosso ocupa atualmente a 9ª posição nacional. O pilar avalia, além da renda, aspectos como pobreza, acesso à saúde, moradia, saneamento, proteção à infância e inserção no mercado de trabalho.

Crescimento com inclusão

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, os dados mostram que o crescimento do estado não está concentrado em poucos grupos.

Segundo ele, a melhora dos indicadores sociais está diretamente ligada ao fortalecimento do mercado de trabalho, aos investimentos em educação e qualificação profissional e à ampliação do acesso a oportunidades econômicas.

Programas de capacitação promovidos tanto pelo poder público quanto pelo setor privado — especialmente pelo Sistema S — e a expansão de polos produtivos no interior são apontados como fatores que ajudam a distribuir renda e reduzir vulnerabilidades.

Desempenho geral no ranking

No ranking geral, que avalia 10 grandes pilares da competitividade, Mato Grosso manteve a 10ª colocação nacional. O estado apresenta desempenho especialmente forte em áreas estruturais.

MT aparece:

  • em 3º lugar em solidez fiscal, ao lado do Espírito Santo e do Maranhão;
  • em 3º em capital humano;
  • em 3º em crescimento potencial da força de trabalho;
  • e em 1º lugar nacional em volume de crédito.

A liderança em volume de crédito indica maior capacidade de financiamento da economia, acesso a recursos para investimento produtivo e expansão do consumo, elementos fundamentais para sustentar o crescimento no médio e longo prazo.

Solidez fiscal e ambiente de negócios

O bom desempenho fiscal é outro pilar do avanço. O indicador de solidez fiscal mede equilíbrio orçamentário, controle de gastos com pessoal, resultado primário, liquidez e capacidade de investimento.

Estar entre os três melhores do país nessa área aumenta a credibilidade do estado, reduz riscos fiscais, melhora a capacidade de atrair investimentos privados e cria mais espaço para políticas públicas de longo prazo.

Desafios e perspectivas

O crescimento do potencial da força de trabalho também coloca Mato Grosso entre os estados com melhores perspectivas de expansão econômica nos próximos anos, impulsionado pela demografia, pela interiorização do desenvolvimento e pela demanda por mão de obra qualificada.

Ao mesmo tempo, o avanço traz novos desafios: pressão sobre infraestrutura urbana, saneamento, habitação, mobilidade e serviços públicos. Especialistas apontam que manter a trajetória positiva exigirá planejamento, investimento contínuo em capital humano e políticas que garantam que o crescimento continue sendo socialmente inclusivo.

Com isso, Mato Grosso deixa de ser visto apenas como potência produtiva e passa a se afirmar também como um dos estados que mais avançaram na combinação entre competitividade, equilíbrio fiscal e redução das desigualdades no Brasil.

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