COMBATE À OBESIDADE
Abilio Brunini diz que projeto com Mounjaro ficará pronto até março
Kamila Araújo
A Prefeitura de Cuiabá pretende concluir até o fim do primeiro trimestre de 2026 o desenho final de um programa municipal voltado ao enfrentamento da obesidade na rede pública de saúde. A proposta combina o uso do medicamento tirzepatida (Mounjaro) com acompanhamento clínico, orientação nutricional e estímulo à prática de atividades físicas.
O anúncio foi feito pelo prefeito Abilio Brunini nesta terça-feira (6), ao comentar o estágio de elaboração do projeto e os cuidados que estão sendo adotados antes de sua implementação. Segundo ele, a prioridade é construir um protocolo seguro, especialmente no que diz respeito à continuidade do tratamento dos pacientes que venham a ser selecionados.
Protocolo exige cautela, diz prefeito
O prefeito destacou que o uso de medicamentos para controle de peso no âmbito do Sistema Único de Saúde exige critérios rigorosos, tanto do ponto de vista clínico quanto administrativo.
De acordo com ele, o município busca garantir que os pacientes que iniciarem o tratamento tenham assegurada a continuidade, evitando interrupções que possam comprometer os resultados ou trazer riscos à saúde.
Projeto começou a ser discutido em 2025
As tratativas para a criação do programa tiveram início em agosto de 2025, quando o prefeito reuniu em seu gabinete a vereadora Michelly Alencar, a secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, o secretário de Economia, Marcelo Bussiki, e os médicos Samuel e Kleber, especialistas na área.
Na ocasião, a vereadora destinou R$ 1,5 milhão em emenda parlamentar para custear a compra do medicamento que será utilizado no programa.
Atendimento será feito por equipe multiprofissional
Segundo a secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, o atendimento não se limitará à prescrição do medicamento. O modelo prevê acompanhamento por uma equipe multidisciplinar, formada por médicos, nutricionistas e educadores físicos, com foco na reeducação alimentar, mudança de hábitos e estímulo à atividade física regular.
A ideia, segundo a gestão municipal, é que o programa funcione não apenas como um tratamento farmacológico, mas como uma política pública integrada de promoção da saúde e prevenção de doenças associadas à obesidade.



