JUÍNA
Secretário preso comprou fazenda avaliada em mais de R$ 2 milhões; vídeo mostra prisão
Kamila Araújo
A aquisição recente de uma fazenda avaliada em mais de R$ 2 milhões colocou o secretário municipal de Infraestrutura de Juína, Jonatas Plinio, no centro de uma investigação que resultou em sua prisão na manhã desta quarta-feira (8).
A compra, considerada incompatível com a renda declarada do gestor público, é um dos elementos que sustentam a apuração de um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos dentro da administração municipal.
A prisão ocorreu durante a deflagração da Operação Prometheus, conduzida pela Polícia Civil para investigar crimes contra a Administração Pública no município. O secretário é alvo de apurações por fraude em licitações, peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outras infrações correlatas.
Fazenda entrou no radar das investigações
Segundo a Polícia Civil, o imóvel rural localizado em Castanheira, adquirido por aproximadamente R$ 2,2 milhões, foi identificado durante o rastreamento patrimonial do investigado.
O valor e o momento da aquisição levantaram suspeitas sobre a origem dos recursos, levando os investigadores a aprofundar a análise sobre movimentações financeiras, contratos públicos e possíveis vínculos com empresas beneficiadas por obras e serviços.
A fazenda foi um dos quatro alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quarta-feira, ao lado da residência do secretário, da sede da Secretaria Municipal de Infraestrutura e de um estabelecimento comercial de sua propriedade.
Prisão ocorreu durante cumprimento dos mandados
A detenção de Jonatas Plinio aconteceu no curso da operação, após os policiais encontrarem munições em sua residência, o que configurou prisão em flagrante por posse irregular. Ele foi encaminhado à delegacia e permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil não informou, até o momento, se solicitará prisão preventiva ou outras medidas cautelares relacionadas aos crimes investigados.
Investigação segue em andamento
Além da esfera penal, os fatos apurados podem resultar em responsabilização por improbidade administrativa, o que pode implicar sanções cíveis e administrativas, como perda do cargo público e ressarcimento aos cofres públicos.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que as investigações continuam, com a análise do material apreendido, que inclui documentos, dispositivos eletrônicos e registros financeiros, além do aprofundamento sobre contratos firmados pela Secretaria de Infraestrutura.
A corporação reforçou que a Operação Prometheus integra uma estratégia permanente de combate à corrupção e que novas fases não estão descartadas, conforme o avanço do inquérito.



