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MALDADE EXTREMA

“Decidiram matar um motorista de aplicativo por dia porque queriam”, diz delegado sobre série de latrocínios

Da Redação

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A frieza marcou a sequência de crimes que vitimou motoristas por aplicativo na região metropolitana de Cuiabá. Segundo o delegado Caio Albuquerque, responsável pelas investigações, os assassinatos não tiveram motivação específica além da decisão dos criminosos de matar. “Resumidamente, conforme eles mesmos disseram ao tempo, decidiram matar um motorista de aplicativo por dia porque queriam, porque cismaram que tinha que morrer um motorista de aplicativo por dia”, afirmou durante coletiva na manhã desta segunda-feira (12).

A declaração foi feita após a prisão de um dos envolvidos (o quinto preso), –  Akcel Lopes Campos, 22 anos –  localizado na cidade de Juara, no interior do estado neste final de semana após um trabalho integrado das forças de segurança. “Nós conseguimos localizá-lo na cidade do Juara, onde ele foi preso. Lá contando com o apoio das equipes de Juara, Juína e também de Pontes e Lacerda. Com segurança e eficácia, efetuamos a prisão”, relatou o delegado.

De acordo com Caio Albuquerque, a captura só foi possível graças à troca constante de informações entre unidades da Polícia Civil em diferentes regiões. “A pessoa pode sair de Cuiabá e ir para o norte do estado, mas é identificada. Essa integração, essa troca de informações, foi essencial para dar cumprimento ao mandado”, explicou.

O suspeito já vinha sendo monitorado enquanto se deslocava por diversas cidades. No entanto, a polícia aguardou o momento considerado mais seguro para a abordagem. “Não era um momento oportuno para a investida. Preferimos aguardar até termos a certeza de que era ele e que havia condição de segurança para a prisão. Quando tivemos informações precisas, ele foi detido caminhando pela cidade e levado a um estabelecimento policial”, disse.

Ainda segundo o delegado, de forma informal, o investigado chegou a sinalizar envolvimento nos crimes. “Ele começa a confessar, mas isso foi um ensaio de entrevista. O interrogatório formal será feito na sequência, aqui por mim, quando vamos ouvir detalhadamente sobre a participação dele, com quem estava, como se fez e por que fez toda essa barbárie contra os motoristas”, pontuou.

As investigações apontam que os criminosos abordavam as vítimas por meio de corridas solicitadas via celular, rendiam os motoristas e, após os crimes, descartavam os veículos. A rápida atuação policial, aliada ao uso de câmeras do programa Vigia Mais, foi decisiva. “Com a eficiência das câmeras e o trabalho do Núcleo de Pessoas Desaparecidas, começamos a identificar os envolvidos e, com o trabalho de campo, localizá-los”, afirmou Caio Albuquerque, que também destacou o apoio da Guarda Municipal de Várzea Grande nas prisões.

Contexto dos crimes

Os latrocínios vitimaram Márcio Rogério Carneiro, de 34 anos; Elizeu Rosa Coelho, de 58; e Nilson Nogueira, de 42 anos. Eles desapareceram entre os dias 11 e 14 de abril, após saírem de casa para trabalhar no período noturno em Cuiabá e Várzea Grande.

Após a prisão e apreensão dos envolvidos, a Polícia Civil localizou os corpos de Márcio e Elizeu no bairro Jardim Petrópolis e em um lixão próximo ao Capão do Pequi, ambos em Várzea Grande. Já o corpo de Nilson foi encontrado nesta terça-feira em uma área do distrito de Bonsucesso, também em Várzea Grande.

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) identificou ainda uma quarta vítima do grupo criminoso. Ela foi sequestrada dias antes, da mesma forma que os motoristas assassinados, mas conseguiu escapar com vida.

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