ALERTA
Botelho alerta que divisão pode repetir derrota e diz que União Brasil só define candidatura em abril
Da Redação
O deputado estadual Eduardo Botelho (União) alertou que a ‘divisão’ da sigla pode repetir derrota da legenda. Segundo o parlamentar, a definição das candidaturas do grupo político para a eleição deste ano só deve ocorrer em abril e a falta de unidade interna pode levar o partido a repetir o fracasso registrado no último pleito.
Botelho afirmou que o União Brasil perdeu a eleição passada justamente por não conseguir se unir em torno de um projeto comum. “Na última eleição, sofremos uma derrota por falta de união. Essa divisão nos prejudicou. Se não estivermos unidos agora, a chance de perder novamente é grande”, afirmou à Rádio Cultura na manhã desta terça-feira (13).
O deputado explicou que o impasse atual envolve o senador Jayme Campos, que se colocou à disposição para disputar o governo do Estado, mas enfrenta resistência dentro da legenda. Em contrapartida, o presidente estadual do partido, governador Mauro Mendes, já declarou apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o que tem acirrado o debate interno.
Ao comentar o cenário externo, Botelho destacou o fortalecimento do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso e alertou para a influência do bolsonarismo no processo eleitoral. “Existe um campo político muito forte e organizado no Estado. Não adianta dizer que a influência de Flávio Bolsonaro não será grande. Ela será, sim, e precisamos estar atentos porque tem candidato, o Wellington Fagundes”, disse.
No âmbito nacional, o parlamentar defendeu que o União Brasil mantenha candidatura própria à Presidência da República e reafirmou apoio ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado. “O União Brasil tem candidato, que é o Ronaldo Caiado, e eu o apoio. Ele representa o projeto do partido”, declarou.
Botelho concluiu reforçando que somente a união do grupo político permitirá enfrentar um cenário eleitoral competitivo. “Se estivermos todos trabalhando juntos, teremos chance de vitória. Caso contrário, a probabilidade maior é de nova derrota”, finalizou.



