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"NÃO EXISTE JUSTIÇA"

“Nada vai trazer nossa menina de volta”, diz Gilberto Cattani antes do júri de assassinos da filha

Da Redação

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL), pai da produtora rural Raquel Cattani, falou sobre a definição do Tribunal do Júri que irá julgar os acusados pelo assassinato da filha. O julgamento está marcado para o próximo dia 22 de janeiro, em Nova Mutum, e envolve os irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, apontados pelo Ministério Público como mandante e executor do crime.

Cattani voltou a expressar indignação com a demora do processo. “Continuo reclamando. Demorou um ano e meio para levar essas pessoas a julgamento”, afirmou. Apesar da proximidade da data, ele reconhece que o sentimento é de incerteza. “Eu não tenho nenhuma perspectiva. Não acho que vão ser condenados, até porque, eu confesso, as provas são irrefutáveis, mas isso não traz a nossa menina de volta”, desabafou.

Segundo o parlamentar, a condenação, se vier, não representa justiça plena, mas pode trazer um mínimo de conforto à família. “Nós temos uma expectativa de que eles vão ser condenados, só isso, nada mais. Mas traz, de certa forma, um conforto a condenação”, disse.

O crime ocorreu em 18 de julho de 2024, no Rancho PH, no Assentamento Pontal do Marape, zona rural de Nova Mutum. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Romero, ex-marido de Raquel, teria planejado o assassinato por não aceitar o fim do relacionamento de cerca de dez anos, oferecendo R$ 4 mil ao irmão Rodrigo para executar o crime. Os dois foram presos em 25 de julho de 2024, denunciados em agosto e pronunciados em dezembro, após a Justiça rejeitar recursos das defesas.

Mesmo diante do avanço do processo, Cattani afirma não acreditar que o sistema consiga reparar a perda. “Eu já disse em outras ocasiões que não existe justiça no nosso país. Não estou falando do Judiciário, mas das nossas leis. Justiça seria quando alguém que agride a sociedade fosse punido na mesma medida”, refletiu.

O pai de Raquel destaca a desigualdade irreversível deixada pelo crime. “Nós nunca mais vamos ver a nossa menina. Nem os filhos dela vão ver a mãe. Mas eles, sim”, lamentou. Para ele, nada muda o que aconteceu. “Não existe um sentimento real de justiça. A expectativa é muito vaga e nada vai mudar o que aconteceu. Por isso mesmo, não muda o nosso sentimento”, concluiu, em um relato que traduz a dor permanente de uma família marcada pela violência.

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