DIZ TER DOENÇA MENTAL
Mais de 7 anos após matar irmãos em acidente, motorista de aplicativo alega insanidade
Thalyta Amaral
Mais de sete anos após matar, em um acidente de trânsito, os irmãos Airton Batista da Silva, de 49 anos, e Rosilda Batista da Silva, de 51 anos, o motorista de aplicativo Eduardo Nilson Amorim Leal alegou à Justiça insanidade mental. O julgamento estava previsto para o dia 9 de fevereiro, mas foi adiado para a realização dos exames.
O acidente aconteceu em outubro de 2018, na Avenida da FEB, em Várzea Grande. Eduardo dirigia um Voyage e trafegou na contramão e em alta velocidade por quase dois quilômetros. No trajeto, ele atingiu uma motocicleta e, em seguida, um veículo Gol onde estavam os irmãos. Apesar das sequelas, os ocupantes da moto sobreviveram.
Eduardo responde por duplo homicídio doloso, ou seja, quando há intenção de matar, já que ele assumiu o risco de fazer vítimas ao trafegar pela contramão. O Ministério Público do Estado (MPE) pede ainda a responsabilização pelas lesões corporais causadas aos motociclistas.
Em decisão publicada no Diário de Justiça desta quinta-feira (15), o juiz Pierro Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, determinou o adiamento do julgamento para que sejam realizados exames de insanidade mental, a fim de averiguar se o motorista de aplicativo tinha plena consciência de suas ações no momento do acidente.
“Considerando a dúvida a respeito da sanidade mental do denunciado, suscitada pela Defesa e pelo promotor de justiça (em sua cota ministerial), vislumbro a necessidade de instauração de incidente de insanidade mental, devendo o acusado Eduardo Nilson Amorim Leal ser submetido a exame médico legal, com fundamento no artigo 149 do Código de Processo Penal”, diz trecho da decisão.



