MORATÓRIA DA SOJA
Produção sustentável é compromisso e não obrigação, defende presidente da Aprosoja MT
Thalyta Amaral
O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Beber, defendeu, na sessão da Assembleia Legislativa (AL) de quarta-feira (14), a lei estadual que está em vigor e que retira incentivos fiscais de produtores que assinarem acordos ambientais mais rígidos do que a legislação ambiental, como a Moratória da Soja.
“Produzir com responsabilidade socioambiental é um compromisso nosso, é o que fazemos, não por imposição externa ou de grandes corporações, mas por que a constituição e o arcabouço ambiental mais rigoroso do mundo assim determinam”, argumentou na tribuna.
A Moratória da Soja, tão criticada pelo setor produtivo, é um acordo voluntário criado em 2006 entre empresas, ONGs e produtores para impedir a compra de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas após julho de 2008, mesmo que tenham sido autorizadas pelo Estado.
Em sua fala, Beber agradeceu a mobilização não só entre os deputados estaduais para a aprovação do projeto, mas também dos prefeitos, senadores, vereadores e do Tribunal de Contas do Estado para o enfrentamento à Moratória da Soja.
O presidente da Aprosoja MT enfatizou ainda que a questão não está encerrada. “Abusos econômicos camuflados de verde ainda serão tentados, mas hoje temos a certeza de que teremos maturidade para debater e essa Casa estará sempre ao nosso lado”.
Para o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), foi preciso coragem para proporcionar estabilidade aos produtores. “A Assembleia Legislativa acreditou que era possível mexer com pessoal grande, tirar incentivos a quem prejudicasse o nosso estado. Fizemos o projeto, fomos ao Supremo, e conseguimos sim, algo que deu tranquilidade aos nossos produtores, algo que faz com que o estado cumpra a legislação ambiental mas não cumpra imposição de grandes grupos econômicos”.



