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ALERTA

Estado registra 68 mortes por chikungunya em 2025 e casos mais que dobram em relação a 2024

Kamila Araújo

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A chikungunya provocou 68 mortes confirmadas em Mato Grosso em 2025, além de 22 óbitos ainda sob investigação, colocando a doença como a principal arbovirose no estado. O número de casos também explodiu: foram 50.560 notificações, das quais 47.349 confirmadas, com taxa de incidência de 1.317,90 por 100 mil habitantes — patamar que evidencia a dimensão da crise sanitária.

Na comparação com 2024, o avanço é alarmante. No ano anterior, o estado havia registrado 21.843 notificações, 21.123 confirmações e 23 mortes, com incidência de 569,36. Em apenas um ano, os casos confirmados mais que dobraram e os óbitos quase triplicaram, cenário que pressiona a rede de saúde e acende alerta para 2026.

Cuiabá inicia 2026 em alerta máximo
Diante desse histórico, a Prefeitura de Cuiabá iniciou 2026 em estado de alerta máximo contra as arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti. Na primeira Semana Epidemiológica do ano já foram registradas sete notificações de dengue e um caso notificado de chikungunya, sem ocorrência de zika até o momento.

Embora os números iniciais de 2026 sejam inferiores aos do mesmo período de 2025 — quando a capital já somava 107 notificações de dengue nas duas primeiras semanas — o balanço do ano passado reforça a preocupação. Dados do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) apontam que, em 2025, Cuiabá acumulou 11.134 notificações de chikungunya, com 10.920 confirmações e 29 mortes, além de nove óbitos em investigação. A incidência chegou a 1.234,6 casos por 100 mil habitantes.

A dengue também manteve circulação relevante em 2025, com 2.171 notificações e 1.580 confirmações, além de um óbito em investigação. A zika teve baixa expressão, com 15 notificações e 12 casos confirmados.

Impacto na rede de saúde
Entre 16 de outubro de 2025 e 14 de janeiro de 2026, as Unidades Básicas de Saúde de Cuiabá realizaram 155 atendimentos relacionados a dengue e chikungunya. A maioria dos pacientes era do sexo feminino (71%) e procurou as unidades por demanda espontânea (63%).

As regiões Norte e Leste concentram o maior número de registros. A Clínica da Família, na Regional Norte, liderou com 16 atendimentos, seguida pela USF Pedregal (10) e USF Campo Velho (9), ambas na região Leste.

Ações de combate
Somente na primeira semana de 2026, equipes municipais vistoriaram 24.852 imóveis, trataram 3.102 depósitos e eliminaram 484 criadouros. Em 2025, o trabalho alcançou mais de 1 milhão de vistorias em toda a capital. O município também atualizou o Plano de Contingência para incluir vigilância de Febre do Oropouche e Febre Amarela.

Prevenção é decisiva
Autoridades reforçam que a eliminação de água parada continua sendo a medida mais eficaz. O ciclo do mosquito dura de 7 a 10 dias, o que exige inspeção semanal de quintais, calhas, caixas d’água e recipientes. O diagnóstico precoce, especialmente diante de febre alta e dores articulares intensas, é fundamental para evitar complicações.

Com o expressivo aumento das mortes em 2025 e o início de 2026 ainda sob vigilância, Mato Grosso e Cuiabá enfrentam o desafio de conter a chikungunya e impedir que a dengue volte a ganhar força no novo ano epidemiológico.

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