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GOVERNO BUSCA EQUILÍBRIO

Garcia diz que 4,26% já custa R$ 1,1 bilhão e descarta decisão apressada sobre retroativos

Da Redação

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O secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Fábio Garcia, afirmou na manhã desta sexta-feira (16), em entrevista à Rádio CBN Cuiabá, que o governo estadual trabalha para garantir a reposição inflacionária de 4,26% aos servidores públicos em 2026, mas ponderou que o pagamento integral das perdas acumuladas entre 2019 e 2022, estimadas em 19,52%, representa um impacto expressivo e exige cautela do ponto de vista fiscal.

Ao ser questionado se o Estado teria condições de conceder apenas a reposição inflacionária ou também os percentuais retroativos reivindicados pelas categorias, Garcia detalhou os impactos orçamentários. Segundo ele, a aplicação dos 4,26% já implica um acréscimo de aproximadamente R$ 1,1 bilhão nas despesas do Estado. “Para se ter uma ideia, cada 1% de reajuste representa cerca de R$ 250 milhões a mais na folha de pagamento, sem considerar os reflexos atuariais”, explicou.

O secretário destacou que o governo reconhece a legitimidade das reivindicações dos servidores, mas ressaltou que a administração pública precisa buscar equilíbrio entre a valorização do funcionalismo e a manutenção da capacidade de investimento do Estado. “Nós entendemos a luta do servidor por uma remuneração melhor, mas também precisamos preservar a capacidade de investimento, que é o que garante serviços públicos de qualidade e desenvolvimento para a população”, afirmou.

Fábio Garcia enfatizou que a política de investimentos tem sido decisiva para o crescimento de Mato Grosso e para a melhoria da qualidade de vida da população. Ele citou, como exemplo, os avanços na infraestrutura viária. Segundo o secretário, dos cerca de 40 mil quilômetros de rodovias estaduais existentes, apenas 6,5 mil eram pavimentados no início da atual gestão, em 2019. Atualmente, mais de 6 mil quilômetros já foram entregues, e outros 7 mil estão previstos até o fim do mandato, mais que dobrando a malha asfaltada do Estado.

“Mesmo com esse avanço histórico, ainda há milhares de quilômetros a serem pavimentados. Há regiões onde pessoas ainda convivem com a poeira ou enfrentam dificuldades de acesso a hospitais e serviços essenciais. Mato Grosso é um Estado grande, com demandas crescentes, e precisa continuar investindo”, ressaltou.

O secretário concluiu destacando que a administração estadual busca conduzir a política salarial com responsabilidade, evitando comprometer áreas estratégicas como saúde, educação e infraestrutura. “Administrar o Estado é como administrar uma casa: os recursos não são infinitos. O desafio é dar passos compatíveis com aquilo que o orçamento permite sustentar, garantindo remuneração adequada aos servidores e, ao mesmo tempo, investimentos que assegurem desenvolvimento e qualidade de vida para toda a população”, finalizou.

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