FEMINICIDA DE 2025
Vigilante vira réu por matar namorada de 22 anos em hotel às margens da BR-163
Da Redação
A Justiça recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e passou à condição de réu Pedro Padilha de Oliveira, de 53 anos, acusado de feminicídio. Ele é apontado como autor da morte da namorada, Geovana Diogo da Silva, de 22 anos, que teria sido asfixiada após uma discussão motivada por ciúmes.
O crime ocorreu em um hotel localizado às margens da BR-163, em Sinop, onde o corpo da jovem foi encontrado em 7 de outubro do ano passado. A ação tramita sob segredo de justiça.
Pedro Padilha trabalhava como vigilante e mantinha relacionamento com Geovana havia aproximadamente um mês. No dia anterior ao crime, em 6 de outubro, a jovem saiu de casa para se encontrar com o companheiro e informou à mãe que retornaria em breve.
Imagens do sistema de segurança do hotel mostram o acusado aguardando na recepção. Ao notar a chegada de Geovana, ele retirou a chave do quarto e entrou no local, onde permaneceu à espera. Pouco depois, a jovem estacionou a motocicleta, acessou o hotel e seguiu para o quarto, não sendo mais vista desde então.
Após o crime, o suspeito fugiu para o município de Santa Carmem, onde residia. Na manhã seguinte, sem notícias da filha, a mãe de Geovana procurou a polícia e registrou o desaparecimento, relatando que o telefone da jovem não completava chamadas.
Já no início da tarde, funcionários do hotel acionaram a Polícia Militar após encontrarem um corpo em um dos quartos. No local, foi confirmada a identidade da vítima.
As forças de segurança iniciaram buscas e localizaram Pedro Padilha escondido em uma área de mata, em Santa Carmem. Ele foi preso e confessou o assassinato, afirmando que matou a jovem por asfixia após uma discussão, alegando ter “perdido a cabeça”.
Geovana morreu três dias antes de completar 23 anos e deixou três filhos menores.



