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ENTREVISTA EXCLUSIVA

Do sucesso às portas fechadas: o fim do Cão Véio contado por quem criou

Nickolly Vilela

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A decisão de deixar Cuiabá e se mudar para outra cidade foi o principal fator que levou ao encerramento da unidade do bar Cão Véio na capital mato-grossense. A afirmação é do empresário André Pagnoncelli, de 37 anos, que falou com exclusividade ao Muvuca Popular sobre o fechamento da casa, pouco menos de um ano após a inauguração. O bar funcionou entre janeiro e dezembro e, segundo ele, não houve crise, conflito com a franquia ou queda de público por trás do encerramento.

“Especificamente, não aconteceu nada de mais. Um negócio, uma sociedade, uma parceria é como um casamento. Tem casamentos que vão para sempre e outros que chegam ao fim mais rápido. Foi só isso que aconteceu. Não tem nada de absurdo por trás dessa história”, afirmou.

A casa abriu as portas em 15 de janeiro e encerrou oficialmente as atividades no dia 27 de dezembro. Para o público, o fechamento soou repentino, mas Pagnoncelli diz que a decisão vinha sendo amadurecida nos bastidores. “Para quem está de fora, foi do nada. Mas a gente já vinha se planejando havia alguns meses. Internamente, isso já estava sendo organizado.”

Segundo ele, a mudança de cidade, prevista para fevereiro, tornou inviável a manutenção do negócio. Empresário também do setor da construção civil, Pagnoncelli explica que não conseguiria acompanhar a rotina do bar à distância.

“Eu vim para Cuiabá por causa de outros projetos. Já no meio do ano comecei a me planejar para sair. Essa mudança pesou muito para mim e para minha família. Eu não conseguiria tocar essa operação de longe.”

Ele afirma que chegou a analisar alternativas, mas que, do seu lado, o ciclo está encerrado. “Tentamos algumas possibilidades, mas, da minha parte, como empresário, é definitivo. Qualquer continuidade não passa mais por mim.”

Apesar do fechamento, o empresário rejeita a ideia de que a casa tenha fracassado comercialmente. “O casarão ficou cheio do dia em que abrimos até o último dia. Teve gente que enfrentou fila, gente que voltou duas ou três vezes sem conseguir entrar. Quem frequentava via que a casa estava sempre cheia. Não foi por falta de movimento.”

Pagnoncelli também ressaltou a localização e o papel do imóvel no circuito cultural e noturno da cidade. “É um lugar no coração de Cuiabá, cercado de bares. Seria um pecado ele não continuar. A minha participação se encerra, mas o espaço vai seguir, com certeza. Vai continuar aberto ao público de alguma forma.”

O empresário confirmou que o investimento feito no casarão histórico ainda não havia sido recuperado. “O negócio está muito longe de ter se pago. Eu sabia dos riscos. Não vou dizer que foi surpresa, mas é claro que ainda faltava muito para o investimento se pagar. Espero que a nova história desse lugar consiga alcançar isso.”

Sobre o futuro do imóvel, ele afirma que existem conversas em andamento, mas evita adiantar detalhes. “Algumas coisas ficam entre segredo e expectativa. Se vai ser um novo investidor, se vou estar junto ou não, isso os próximos capítulos vão dizer. Mas posso garantir que vem algo bem bacana por aí.”

Pagnocelli também negou qualquer tipo de rompimento com a franquia. “Não houve divergência. Isso é contrato. Está tudo certo. Não tem briga, não tem nada nesse sentido.”

No momento do fechamento, entre 16 e 18 funcionários diretos atuavam no bar, além de freelancers. Segundo ele, todos foram avisados com antecedência e tiveram os direitos garantidos. “Fizemos reunião, demos os 30 dias, tudo foi pago conforme manda a lei. Funcionários e fornecedores, todas as contas foram quitadas.”

Ao fazer um balanço da experiência em Cuiabá, o empresário afirmou que o público correspondeu  e reconheceu falhas operacionais. “Talvez quem não tenha conseguido corresponder totalmente tenhamos sido nós. Era um negócio novo, com dificuldades, muita gente circulando, nem sempre a gente conseguia ser 100% com todo mundo. Se algo ficou para trás, não foi por falta de vontade.”

Ele diz sair da cidade com sentimento de gratidão. “Cuiabá abraçou o bar. Recebemos muito carinho. Muita gente ainda comenta, pede para voltar. Foi uma experiência muito bacana.”

Por fim, André reforçou que o encerramento não esconde bastidores polêmicos. “A fofoca sempre corre, entre os ditos e não ditos. Mas essa é a verdade. Foi só um ciclo que se encerrou. E esse casarão, esse lugar especial, vai continuar. Vai ser o começo de algo novo.”

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