ALTA PERICULOSIDADE
Com histórico de crimes, menor suspeito já teria participado de assassinato quatro dias antes de matar criança
Da Redação
A ficha criminal de V.M.G., de 17 anos, capturado após matar o adolescente Murilo Pessoa Teixeira, de 14 anos, no sábado (17), em Cáceres, é extensa. De acordo com investigações da Polícia Civil, o menor é apontado como principal suspeito de ter participado de outro homicídio ocorrido apenas quatro dias antes da morte da criança, o que reforça o histórico de reincidência.
Segundo as forças de segurança, V.M.G. já acumula passagens por homicídio, posse irregular de arma de fogo, ameaça e violação de domicílio, sendo classificado como um indivíduo de alta periculosidade. Mesmo assim, ele retornou ao convívio social pouco tempo após sucessivas apreensões.
Um dos episódios mais graves atribuídos ao menor ocorreu no bairro Betel, quando ele e um comparsa invadiram uma residência à procura de um rival, de 21 anos. Como o alvo conseguiu fugir pulando muros, o adolescente teria apontado uma arma para a cabeça da mãe do rapaz, uma mulher de 49 anos.
Em fevereiro de 2025, por determinação da 1ª Vara Cível de Cáceres, V.M.G. chegou a ser internado provisoriamente, mas permaneceu custodiado por apenas 45 dias antes de ser liberado.
Agora, a Polícia Civil cruza informações para confirmar a participação do menor no assassinato de Roney da Silva Barbosa Mendes de Oliveira, executado na quarta-feira (14), no Campo do Areal, no bairro Cavalhada III. Roney foi atingido por quatro disparos, um deles na cabeça. Testemunhas relataram que ele discutiu com dois indivíduos momentos antes de ser baleado. As características de um dos suspeitos e o modo de agir coincidem com o perfil de V.M.G., que, segundo investigadores, atuaria como “braço armado” de uma facção criminosa na cidade.
Quatro dias depois desse crime, em 17 de janeiro, Murilo Pessoa Teixeira foi morto dentro de casa, supostamente por erro de alvo, em um caso que provocou revolta popular e terminou com o linchamento do adolescente suspeito.
Atualmente, V.M.G. segue sob custódia hospitalar em razão das agressões sofridas durante o linchamento. Após receber alta médica, ele deverá ser reapresentado ao Ministério Público.



