O governo de Mato Grosso encaminhou nesta terça-feira (20) à Assembleia Legislativa o projeto de lei que trata da Revisão Geral Anual dos servidores públicos estaduais. A proposta estabelece reajuste de 4,26%, percentual equivalente ao IPCA acumulado em 2025.
A expectativa é o presidente da Casa de Leis, deputado estadual Max Russi (PSB), convoque uma sessão extraordinária já para esta quarta-feira (21), para a matéria seja aprovada e que o reajuste possa ser incluído já na folha salarial de janeiro. A tramitação ocorre após dias de impasse entre o Executivo e os representantes do funcionalismo.
Antes do protocolo do projeto, Max Russi esteve no Palácio Paiaguás para tentar negociar um índice superior ao apresentado pelo governo. O parlamentar buscava ampliar o percentual como forma de atender às reivindicações das categorias, mas a tratativa não avançou.
Frustração dos servidores
Na semana passada, uma sessão extraordinária havia sido convocada para votar a RGA, porém o texto não chegou à Casa, o que provocou forte reação dos servidores que acompanhavam os trabalhos. Liderados por Carmem Machado, presidente da Federação Estadual dos Sindicatos dos Servidores (Fessp-MT), os manifestantes cobraram o envio imediato da proposta.
Diante do impasse, Max Russi reuniu-se com representantes das categorias dentro do plenário e assumiu a responsabilidade pela convocação sem a garantia de que o projeto seria protocolado. Ele afirmou que manteria os deputados em regime de prontidão para dar celeridade à votação tão logo a mensagem fosse recebida.
Governo prevê aprovação célere
O líder do governo na Assembleia, deputado Dilmar Dal Bosco (União), explicou que a demora ocorreu porque o texto ainda passava por ajustes técnicos no Executivo. Segundo ele, a intenção é aprovar a matéria rapidamente para assegurar o pagamento do reajuste ainda neste mês.
Com o protocolo realizado, a discussão retorna ao plenário em meio à pressão do funcionalismo, que considera o índice insuficiente diante das perdas acumuladas nos últimos anos. O desfecho dependerá do clima político desta quarta-feira e da disposição dos deputados em alterar ou manter o percentual proposto pelo governo.



